Dow Chemical quer software para o trabalho no campo

A multinacional americana Dow Chemical aposta que bases de dados podem ajudar as lavouras de milho dos Estados Unidos a ter um melhor desenvolvimento.

A Dow é a mais recente indústria americana a planejar um “desenvolvimento” na chamada agricultura de precisão — um negócio em expansão que analisa as condições do solo, tipos de sementes e dados meteorológicos para fornecer instruções de cada unidade (acre nos EUA e hectare no Brasil) para os agricultores sobre o que e quando plantar.

A Dow, que vende sementes e inseticidas por meio de sua divisão AgroSciences, está planejando um programa piloto para 2014 centrado em uma parceria com a empresa de máquinas agrícolas Deere & Co., anunciada nesta quarta-feira. A ideia é incorporar os dados de campo coletados pelas colheitadeiras da Deere nas lavouras e enviá-los para a Dow, em que analistas vão combiná-los com outros tipos de sementes para sugerir algumas táticas de plantio.

“A meta final é ajudar o produtor a melhorar a produtividade”, disse Larry Robertson, líder do projeto global de milho da Dow AgroSciences. Robertson disse que a Dow eventualmente poderá fornecer recomendações por meio de seus vendedores ou divulgando instruções automaticamente para as máquinas dos agricultores.

As empresas de sementes e de tecnologia agrícola estão correndo para lançar tais ferramentas de dados. A DuPont, que há anos oferece serviços de mapeamento de campo para agricultores, no mês passado estimulou a sua própria parceria com a Deere para aumentar sua oferta de agricultura de precisão; a Land O’Lakes Inc. este mês comprou a Geosys, especialista em  pesquisa em agricultura, para expandir a sua divisão de sementes e herbicidas. 

A Monsanto, a maior companhia mundial de sementes, fez uma das maiores apostas neste sentido em outubro, com o acordo de US$ 930 milhões para adquirir a Climate Corp., uma companhia com base em São Francisco que vasculha dados meteorológicos para ajudar os agricultores a gerir suas lavouras.

A Monsanto já tinha testado um serviço chamado “FieldScripts, que usa a análise das condições do solo para sugerir como e onde plantar as sementes.

Os agricultores que estão testando alguns dos novos sistemas dizem que a identificação exata do plantio tem levado à colheita de mais bushels de milho por acre, embora especialistas do setor afirmem que os serviços ainda estão em sua “infância”.

“A abilidade para ter dados e informação e transformá-los em conhecimentos tem sido muito impactante em outros setores”, diz Mike Boehlje, professor de economia agrícola da Universidade de Purdue. “Nós estamos nos estágios iniciais agora de colocar isso no lugar [na agricultura]”, afirmou.

(Dow Jones Newswires)

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Fonte: Valor |

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