Dólar e USDA elevam cotação de café em NY

O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em São Paulo revisou para baixo, na sexta-feira, sua estimativa para a produção brasileira de café na safra 2015/16, cuja colheita se encerrou em outubro. A nova projeção contribuiu para a alta do commodity na bolsa de Nova York.

O USDA projeta agora que a safra será de 49,4 milhões de sacas, 5,7% abaixo das 52,4 milhões de sacas estimadas pelo órgão em maio deste ano. O dado, divulgado pelo Serviço Estrangeiro de Agricultura do USDA, é 9% inferior às 54,3 milhões de sacas estimadas para a safra 2014/15 do Brasil.

Segundo o relatório, a queda prevista na safra se deve à produtividade abaixo da média e ao menor tamanho dos grãos de café colhidos em algumas regiões do Brasil. O USDA também destacou que as exportações de café no ciclo 2014/15 alcançaram níveis históricos, de 36,57 milhões de sacas, "indicando que a colheita em 2014 não foi severamente afetada pela seca em Minas Gerais e São Paulo".

Na sexta-feira, os contratos futuros de café já estavam em alta em Nova York sustentados pela queda do dólar em relação ao real. Mas a valorização ganhou força após o USDA divulgar suas novas projeções para o Brasil, que é o maior exportador mundial de café. Os contratos com vencimento em março de 2016 encerraram o dia com valorização de 1,8%, ou 220 pontos, cotados a US$ 1,2440 a libra-peso. A queda da moeda americana desestimula as exportações do Brasil, o que significa menor oferta de café no mercado.

Por Alda do Amaral Rocha e Camila Souza Ramos | De São Paulo
Fonte : Valor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *