Dólar alto e demanda reduzem perdas da SLC Agrícola

Apesar de também ter registrados quedas fortes, especialmente em março, no início da crise, os papéis das empresas ligadas ao agronegócio tiveram mais força para se recuperar do tombo inicial e atingir uma certa estabilidade no mercado.

A priorização dos gastos com alimentos entre a população apesar e a alta do dólar (que valoriza as commodities agrícolas) ajudam o setor nesse momento.

Com 16 fazendas em seis estados, totalizando 449 mil hectares que produzem, principalmente, soja, milho e algodão, o grupo SLC Agrícola teve seu pior momento em 23 de março, quando a ação SLCE3 despencou quase 30% ante o valor do início do ano, alcançando R$ 18,12. Desde então, vem apresentando uma recuperação sólida, e já registra ganho de 5% em 2020, cotado a R$ 26,04 no pregão de sexta- feira. Outras empresas do setor ainda apresentam quedas no acumulado do ano, mas as reduções não são expressivas e ainda podem ser facilmente revertidas. A companhia de alimentos Camil tem uma queda de 4,52% nas ações desde 2 de janeiro. No mesmo período, o papel da fabricante de silos e armazéns Kepler Weber teve redução acumulada de apenas 3,22%.

"O setor de alimentos sofreu um pouco com a redução do consumo externo, mas é um tipo de gasto que a população menos abre mão. Por mais que tenha crise, as pessoas vão priorizar comida", afirma Igor Bastos Cavaca, analista da Warren. A prioridade desse tipo de consumo é tanta que, em abril, enquanto a inflação oficial medida pelo IPCA registrou queda de 0,31% (maior deflação mensal desde agosto de 1998), os preços dos alimentos subiram 1,79% no mês.

Além disso, a alta do dólar, que acumula elevação de 43% no ano, tem ajudado na valorização das commodities agrícolas. "Como são produtos voltados para exportação, a desvalorização do real favorece a venda para os mercados externos e também gera um ganho baseado no câmbio para os exportadores", lembra Gustavo Bertotti, da Messem.

Fonte: Jornal do Comércio

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