Distrito Federal terá horta ayurvédica comunitária

A medicina ayurvédica, originária da Índia, tem mais de 7 mil anos e se propõe a tratar a as pessoas, em suas particularidades, e não sintomas e doenças. A ideia é proporcionar uma vida com mais saúde. E é justamente essa a proposta da horta ayurvédica que será implantada no Lago Norte, Região Administrativa do Distrito Federal. “Será um espaço demonstrativo. Queremos criar uma cadeia produtiva de medicamentos ayurvédicos para que mais pessoas tenham acesso aos benefícios”, explica Marcos Woortmann, administrador do Lago Norte.

A horta deverá ser inaugurada no fim de setembro e ficará entre a QL 4 e a QL 6 do Lago Norte, ao lado do grupo escoteiro Lis do Lago. A área destinada ao projeto é de 125 m² e vai abrigar dezenas de mudas de espécies utilizadas na Ayurveda como a malva branca, pata de vaca, sálvia e valeriana. “Será o primeiro repositório de espécies ayurvédicas da cidade, o que deve ajudar os profissionais da saúde a ampliar os tratamentos. A demanda por esse tipo de produto é grande e pode significar um mercado a mais para a agricultura familiar”, afirma Woortmann.

O agricultor familiar Eber Diniz Alves de Lima, de 46 anos, está muito otimista com a participação no projeto. “O produtor familiar tem esse compromisso com a preservação e resgate de espécies terapêuticas. Vamos fortalecer essa tradição. Nós vendemos saúde em forma de alimento e vamos contribuir ainda mais com essas plantas para fins terapêuticos, usadas por nossos ancestrais”, explica Eber.

Saúde que vem da terra
Para Eber, o cultivo dessas espécies vem aumentando com o interesse das pessoas em tratamentos alternativos. “Com o aumento de oferta e mais conscientização, é mais um mercado que se abre para os produtores familiares”, acredita o agricultor. Consumidor frequente de ervas medicinais, ele tem suas preferências. “O hortelã-pimenta é excelente para melhorar a digestão, e o poejo é um santo remédio para a gripe”, recomenda.

O projeto da horta ayurvédica é fruto da parceria entre Administração Regional do Lago Norte, Emater-DF, terapeutas e sistema público de saúde, via Centro de Referência em Práticas Integrativas de Saúde (Cerpis), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. O primeiro passo será a priorização da diversidade de espécies e, em um segundo momento, a produção em grande escala das mesmas.

Amanda Guerra
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação

Fonte : MDA

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