Diretor da Cargill aprova restrição de compra de terras por estrangeiros

Já para ex-ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes, proibição é burrice

por Agência Estado

Ernesto de Souza

Para Moraes, Brasil poderia ser o maior fornecedor de milho mundial

O diretor presidente da Cargill Agrícola, Luiz Pretti, disse que é favorável à restrição da aquisição de terras agrícolasnacionais por estrangeiros. "A terra é a maior riqueza que o País tem e gente de fora pode prejudicá-la e também aos produtores nacionais. Como brasileiro, eu pessoalmente, gosto da restrição", disse o executivo nesta sexta-feira (3/8) no evento "Competitividade Setorial – Agronegócios", promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.
Já o ex-ministro da Agricultura e membro do conselho de administração do Grupo JBS, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, tem opinião contrária: "Proibir compra de terra para estrangeiros plantarem é burrice. Temos sim que continuar com as restrições dessas aquisições somente nas fronteiras agrícolas, mas, fora disso, não tem problema", disse. Em seguida, fez uma "provocação": "Temos é que ter medo de quem está sentado aqui (referindo-se aos representantes da Cargill e ADM do Brasil, além de Bunge), porque com um telefonema pode monopolizar o mercado", brincou.
Pretti também se diz defensor do livre comércio mundial. "Se não fosse por questões logísticas, de não ter uma infraestrutura adequada, o Brasil com certeza estaria na posição de principal fornecedor mundial de milho. Temos que resolver essas questões, inclusive nos portos, e também acelerar o processo de obtenção de licenças ambientais para aproveitar a oportunidade que está se mostrando", declarou. O executivo prevê exportações do insumo da ordem de 12 milhões a 13 milhões de toneladas no ano.
Sobre o pedido do setor de carnes dos Estados Unidos para que o país deixe de exigir a mistura de etanol na gasolina, Pretti minimizou o peso que o uso do milho para a produção do combustível exerça sobre a oferta. "Hoje somente 11% dos grãos e o mesmo porcentual para óleos são consumidos para combustíveis. Não concordo que essa utilização impacta oferta", declarou.

Fonte: Globo Rural

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