DIRETO DE CHICAGO – Demanda por soja do Brasil compensará efeito da safra dos EUA no preço

Segundo p vice-presidente da Cocamar, as cotações são remuneradoras devido à quebra da safra na Argentina e a desvalorização do real

soja, Goiania (Foto: Globo Rural)

Segundo o vice-presidente da Cocamar, 70% da produção da safra de soja 2017/18 foi negociada (Foto: Globo Rural)

O vice-presidente da Cocamar, José Cícero Aderaldo, avalia que a forte demanda pela soja brasileira deve compensar eventuais efeitos negativos da safra norte-americana sobre o preço da oleaginosa. "As barreiras à importação dos produtos chineses nos EUA e a resposta chinesa, taxando a importação especialmente da soja norte-americana, fizeram com que as cotações da oleaginosa caíssem muito na Bolsa de Chicago. Mas, por conta da escassez de produto este ano, os prêmios para a soja brasileira aumentaram de maneira bastante forte, compensando a queda", diz em nota publicada no site da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).

Segundo ele, as cotações são remuneradoras devido à quebra da safra na Argentina e a desvalorização do real. "Esses dois fatores impulsionaram o preço, que tem se posicionado acima de R$ 75,00 já há um bom tempo." Na avaliação de Aderaldo, contudo, a perspectiva de uma safra ampla nos EUA pode influenciar o plantio no Brasil.

Ele também diz que, no caso do milho, a quebra da safra de inverno tem feito com que os preços subam "em plena colheita". Sobre a tendência para as cotações, acrescenta que o direcionamento será dado pelo volume que o Brasil vai exportar. "É necessário que a gente exporte para enxugar o mercado. Então, se houver uma exportação no patamar dos 30 milhões de toneladas, conforme aconteceu no ano passado, é provável que tenhamos alguma escassez de milho no primeiro semestre do ano que vem", afirma.

De acordo com Aderaldo, não é possível prever o abastecimento em 2019 apenas com a produção da safra de verão. "É necessário que o estoque da safra de inverno deste ano ajude a complementar o abastecimento do ano que vem", diz o dirigente da Cocamar. "O estoque vai depender do quanto será exportado, e se o País exportar os 30 milhões de toneladas, o abastecimento do mercado interno no ano que vem fica ameaçado, daí o consequente aumento dos preços."Sobre a comercialização da safra de soja 2017/18, ele diz que 70% da produção foi negociada. Havia uma expectativa de queda de preço por causa do aumento do rendimento da lavouras. "Era esperado que os preços caíssem para R$ 60,00 a saca, mas foi o contrário, começaram a subir e passaram rapidamente dos R$ 70,00."

POR ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte : Globo Rural

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