"Dilma nunca pensou que fosse viver um golpe”, diz Kátia Abreu

Em entrevista ao programa do Jô, hoje em São Paulo, ministra diz que voltará ao Senado se presidente for afastada

Entrevosta da ministra da agricultura, Kátia Abreu, vai ao ar nesta terça-feira (19)(Foto: Cassiano Ribeiro/Ed. Globo)
A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, disse nesta terça-feira (19/4), durante a gravação do Programa do Jô que vai deixar o Ministério se o processo do impeachment for aprovado no Senado na primeira votação. Ela disse que não há necessidade de se licenciar agora do Ministério para assumir o seu posto no Senado, porque o seu suplente, Donizete Nogueira, é do PT-TO e vai votar contra a admissibilidade do processo de impeachment. No entanto,  caso a presidente Dilma Rousseff seja derrotada na segunda votação, o que a afastará da presidência por até seis meses, Kátia Abreu deixará o Ministério da Agricultura e voltará ao Senado. Ela é senadora pelo PMDB-TO.

Sobre a votação da Câmara, Kátia disse que foi um show de horrores de lado a lado. “Acho que ninguém gostou de ver aquele cenário”. A ministra contou a Jô Soares que assistiu a votação de casa e foi, no início da noite, para o Palácio do Alvorada. “A presidente me disse que nunca pensou que fosse viver um golpe de fato.”

Na entrevista que vai ao ar hoje à noite, Katia Abreu revelou que não apoiou a presidente Dilma durante o seu primeiro mandato, porque não a conhecia. “Não votei nela. Ela é do PT e eu estava no PSD. Eu nunca imaginei que seria uma pessoa próxima a ela, e isso me fez mudar de opinião. Eu acredito na honestidade dela. A presidenta é pragmática e quis compreender a dificuldade do setor agropecuário”.

Vinho na cara Em um dos momentos mais descontraídos da entrevista, Jô Soares pediu que a ministra lhe contasse o que aconteceu em uma festa, ocorrida no final do ano passado, em que ela jogou uma taça de vinho em José Serra. Rindo, ela respondeu: “Ele me viu lá de longe, veio e soltou a frase: “eu soube que você é namoradeira. Eu falei pra ele repetir e ele repetiu. O Renan [Calheiros] perguntou se ele sabia que eu era casada. A minha mão ficou gelada, mas o meu sangue ferveu. Falei algumas “qualidades” que ele merecia ouvir e tasquei o vinho na cara dele. Se tivesse que fazer de novo, eu faria, mas usaria um vinho mais barato, porque aquele era muito bom”.

POR CASSIANO RIBEIRO

Fonte : Globo Rural

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *