Dilma garante apoio à vinicultura

Ao abrir a Festa da Uva, presidente prometeu que governo adotará salvaguardas para proteger a produção<br /><b>Crédito: </b> pedro revillion

Ao abrir a Festa da Uva, presidente prometeu que governo adotará salvaguardas para proteger a produção
Crédito: pedro revillion

Apesar de não trazer nenhum anúncio efetivo, a presidente Dilma Rousseff abriu a 29 Festa da Uva, em Caxias do Sul, com um discurso cheio de promessas e boas intenções. Aplaudida por um público repleto de industriais e empresários, reafirmou seu compromisso com os vitivinicultores e fez um agrado aos representantes do setor industrial ao enumerar medidas que serão executadas pelo governo a fim de estimular o desenvolvimento e ampliar a competitividade.
Dilma anunciou que o governo federal vai rever a questão tributária, ampliar a concessão de crédito, estimular a inovação e a qualificação da mão de obra e a adoção de ações de defesa comercial. Mas não disse como. "Temos certeza que o Brasil será um dos poucos países, neste cenário de crise, a ter uma taxa de crescimento. Nossa meta é chegar a 4,5% neste ano. Para isso, iremos trabalhar por uma combinação de investimento público e privado que dê garantia de maior produção". Dirigindo-se ao setor vitivinícola, Dilma prometeu que não se omitirá, adotará salvaguardas para proteger o mercado nacional de vinhos e que haverá mais empenho ao programa de escoamento da produção. "Não ficaremos inertes à necessidade de investimento, de estímulo à produtividade e do combate às práticas comerciais predatórias. O governo brasileiro se encarregará de tomar todas as medidas para combater essas práticas danosas", disse.
Ao chamar de heróis os vitivinicultores, que conseguem extrair da terra o que de melhor ela pode conceder, colocou-se ao lado do setor produtivo: "Saibam que vocês têm uma parceira. Avançamos, mais ainda é preciso fazer mais", afirmou, referindo-se ao acordo que determinou reajuste no preço mínimo da uva para R$ 0,57/kg. O discurso silenciou as lideranças do setor vitivinícola, que, de posse de documento com inúmeros pleitos à presidente, resolveram confiar nas promessas.
Dilma disse que o setor industrial do Caxias do Sul pode se orgulhar de ter condições de suprir a demanda do mercado interno e, ao mesmo tempo, exportar. "Estamos tomando todas as medidas necessárias que a crise internacional nos obriga. Sabemos que o nosso mercado é grande e cobiçado por todos. Assim, vamos investir mais em competitividade." Após seu discurso, Dilma visitou a exposição das uvas premiadas e a história da feira contada pela imprensa. Antes de seguir para Porto Alegre, ela passou pela área de maquinário e conversou com produtores.
Frente à expectativa de anúncio de medidas efetivas para equilibrar a concorrência com os vinhos importados, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, informou que, em breve, deverá ser publicado ato normativo sobre a rotulagem dos produtos internacionais. Ele reconheceu que a relação com os países que integram o Mercosul, em especial a Argentina e o Uruguai, que fazem fronteira com o Rio Grande do Sul, não está satisfatória. "Temos tido uma relação difícil com os países do Mercosul. Vizinhos não se escolhe, então temos que buscar a melhor maneira de lidar com a situação", afirmou, antecipando que, em março, deverá haver encontro com os ministros da Agricultura dos outros países do bloco.

Fonte:  Correio do Povo

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