Dilma anuncia nesta sexta-feira os vetos no Código Florestal

WILSON DIAS/ABR/JC

Abramovay classificou texto aprovado como “um retrocesso”

Abramovay classificou texto aprovado como “um retrocesso”

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta quinta-feira  que o projeto do Código Florestal vai receber vetos parciais. A presidente Dilma Rousseff tem até esta sexta-feira para decidir se sanciona ou veta – na íntegra ou em partes – o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Às 14h30min, a presidente volta a se reunir com o grupo de ministros envolvido com as negociações do Código Florestal, no Palácio do Planalto, na tentativa de fechar os vetos.
Participam da reunião Gleisi Hoffman (Casa Civil), Izabela Teixeira (Meio Ambiente), Mendes Ribeiro (Agricultura), Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) e Luis Inácio Adams (Advocacia-Geral da União).
Uma petição com 2 milhões de assinaturas em favor do veto total ao texto do Código Florestal, colhidas pela organização não governamental Avaaz, foi entregue nesta quinta-feira às ministras do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.  As assinaturas foram colhidas virtualmente no site da Avaaz, entidade que organiza campanha em todo o mundo, desde o início da tramitação do texto no Congresso Nacional. Dos 2 milhões de assinaturas, um total de 800 mil foram feitas após a aprovação do texto na Câmara.
O diretor de campanhas da Avaaz, Pedro Abramovay, considerou importante a atitude do governo de reunir três ministros para receber as assinaturas em reconhecimento à ampla mobilização social sobre o tema. Ele defendeu o veto total do código como a melhor alternativa para garantir a preservação ambiental. “O texto do Código Florestal representa um retrocesso para o Brasil e o mundo. É baseado em um modelo em que é preciso desmatar para desenvolver. O texto aprovado é o do desmatamento, é a cara do Brasil antigo e queremos o Brasil novo”, disse.
A mobilização pela coleta das assinaturas não se restringiu ao Brasil. Cerca de 1,7 mil delas são de outros países, principalmente da França e Alemanha. O abaixo-assinado segue até o momento em que a presidenta Dilma Rousseff assinar a sanção ou estabelecer os vetos ao Código Florestal. No fim da tarde, representantes de organizações ambientais e estudantes fazem uma vigília em frente ao Palácio do Planalto pedindo à presidente o veto ao código. O texto do Código Florestal aprovado na Câmara chegou à Casa Civil no dia 7 de maio. Da forma como foi aprovado, desagradou a ambientalistas e não era a versão que o Palácio do Planalto esperava aprovar.
Durante a tramitação no Senado, o governo conseguiu chegar a um texto mais equilibrado, mas a bancada ruralista na Câmara alterou o projeto e voltou a incluir pontos controversos.

Fonte: Jornal do Comércio

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