Dificuldade para revisão de dívidas

Autorizada pelo Banco Central há quase um mês e já implementada há 12 dias pelas agências do Banco do Brasil (BB), o processo de repactuação das dívidas dos produtores gaúchos de soja, milho e trigo prejudicados pelas estiagens de 2005 e 2012 segue enfrentando problemas para decolar em alguns bancos. Segundo produtores que vêm procurando a rede bancária, os maiores problemas estão nas agências do Bradesco. De acordo com o sojicultor de Santo Ângelo Laércio Pilau, os que contrataram crédito de custeio ou de investimento nestas agências estão tendo de recorrer a ARs, Sedex ou cartórios para manifestar o interesse pela renegociação. ‘Conheço uma meia dúzia que já foi inclusive executada pelo banco, ou seja, estão correndo sério risco de perda da propriedade.’ De acordo com o deputado Luis Carlos Heinze, há articulação junto à direção do Bradesco por uma posição mais flexível. ‘Trata-se de passivos contraídos para custear ou ampliar uma produção que terminou frustrada pelo clima’, argumentou. Procurado, o Bradesco declarou em nota oficial que ‘todos os clientes estão sendo atendidos e os pedidos de renegociação estão sendo analisados individualmente de acordo com a regra de enquadramento do Banco Central.’

No BB, apesar das agências estarem capacitadas para encaminhar a renegociação, a procura ainda é pequena. O prazo limite para os produtores formalizarem o interesse pela revisão de dívidas é 30 de dezembro.

Fonte: Correio do Povo

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