Dia Mundial da Alimentação: do combate à fome ao comer saudável

O Dia da Mundial da Alimentação é comemorado em 16 de outubro em mais de 150 países no mundo, desde 1981. Estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1979, a data foi criada para validar a fundação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), fundada em 1945. Seu principal objetivo é elevar os níveis de nutrição mundiais.

No Brasil, uma alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, devendo o poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população, sendo assegurada pela Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, art. 2º.

A cada ano um tema é escolhido e, a partir dele, diversas atividades vão sendo realizadas ao redor do mundo. Este ano o lema da campanha é “Nossas ações são nosso futuro. Um mundo #FomeZero para 2030 é possível”, e se inspira no princípio da FAO segundo o qual todas as instituições e pessoas desempenham um papel na meta de conseguir erradicar a fome, para a qual devem trabalhar juntas. Saiba mais sobre o programa aqui.

A FAO registrou aumento no número de pessoas passando fome entre 2016 e 2017: de 815 milhões para 821 milhões. O relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018”, divulgado em 11 de agosto, mostrou que no ano passado uma em cada nove pessoas passaram fome.

Estima-se que o número de habitantes do planeta vai ultrapassar os nove bilhões de pessoas em 2050 e que a produção mundial de alimentos vai ter de aumentar em 60% para conseguir dar resposta às necessidades alimentares da população mundial. Lembrando que em 2014, o Brasil saiu do mapa da fome, quando o índice de segurança alimentar ficou abaixo dos 5%.

O Dia Mundial da Alimentação vem como um mecanismo de sustentabilidade e conscientização trazendo temas que nos fazem pensar a respeito da população carente, sua segurança alimentar e nutrição. Entendido assim, por uma alimentação saudável, acessível, de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente.

A produção de alimentos orgânicos cresce 30% ao ano no Brasil. Esse aumento se justifica pela busca constante da população por uma alimentação mais saudável, livre de substâncias tóxicas. E os benefícios não se limitam somente aos consumidores, se estendem para as áreas de cultivo, chamadas comumente de plantio ecologicamente correto. Os agricultores familiares também são responsáveis por 70% dos alimentos produzidos no país e, de acordo com a FAO, o Brasil pode se tornar o principal exportador de alimentos do mundo na próxima década.

Pensando em alimentação saudável, a chef de cozinha Ana Bueno, de 47 anos, resolveu inovar. Moradora de Paraty (RJ), criou em 2014, A Escola de Comer.  O projeto requalifica a merenda escolar das escolas públicas de Paraty e surgiu com o objetivo de melhorar a merenda, engajando chefs de cozinha e integrantes da comunidade escolar na capacitação de merendeiras, adoção de cardápios mais nutritivos e saudáveis nas escolas e ainda, incorporando alimentos da agricultura familiar à merenda municipal. Atualmente o programa reúne voluntários, professores, merendeiras, nutricionistas e agricultores familiares em um grande esforço para garantir merenda de qualidade para os alunos da rede pública do município.

Ana Bueno se enche de orgulho ao informar que o cardápio das escolas foi pensado com muito carinho, tendo em primeiro plano as crianças, depois os agricultores, com o objetivo de incentivar cada vez mais a produção local. A novidade deste ano é que às segundas-feiras as crianças terão alimentação vegetariana.

“Através do ato de comer bem é possível transformar muitas coisas na sociedade, é uma garantia de uma saúde melhor para todos, fortalecendo também a agricultura familiar, pois quando a gente sabe de onde vêm os alimentos consumidos mudamos nossos valores, gerando na sociedade uma consciência sustentável e optando por produtos que causem menor agressão à natureza e uma reeducação social a todos.”

Para saber mais sobre a Escola de Comer clique aqui.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Contatos: (61) 2020-0120 e imprensa@mda.gov.br

Divulgação

Fonte : MDA