DIA DA MULHER – Giovana Velke, a jovem que representa a agropecuária de Campo Novo do Parecis

Ascom Famato

Quando questionada sobre uma característica marcante da sua personalidade, a presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis Giovana Velke não pensa duas vezes para responder: "Sou uma pessoa proativa, que nunca consegue dizer não, mesmo que eu tenha dificuldades para executar o que foi proposto, em sempre aceito". E foi justamente assim que ela entrou para o sistema sindical rural de Mato Grosso. Nesta matéria, vamos conhecer um pouco mais sobre sua história.

Apesar de ter nascido no município de Coxim, em Mato Grosso do Sul, Giovana considera-se camponovense. "Só não nasci em Campo Novo porque aqui ainda não tinha hospital. Apenas nasci em Coxim e passei a vida toda aqui, então sou camponovense", disse.

Filha de produtor rural, a jovem de 33 anos é a mais velha das três irmãs e já ingressou nos negócios da família. Formada e pós-graduada em administração, hoje ela é a responsável pela gestão financeira e pessoal da propriedade da família que produz soja, milho, milho pipoca, girassol, pipoca e crotalária. "Comecei em 2006 fazendo os serviços de office boy e hoje cuido de tudo que é relacionado com papelada, desde questões bancarias, contratos e planejamento financeiro. Meu pai ficou com a parte boa do negócio, que é cuidar do plantio e colheita".

Com o passar do tempo, surgiu em Giovana a vontade de acompanhar o pai nas reuniões do Sindicato Rural e das associações representativas de classe que ele participava. Em uma das reuniões da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) haveria a escolha dos delegados para o núcleo regional da entidade. "Eram oito vagas e tinham nove pessoas na reunião, contando comigo e com meu pai. Como ele não podia mais ser delegado, eu acabei completando o time da nossa regional. Além disso, me tornei coordenadora da unidade".

Giovana também estava presente no momento em que a chapa para a escolha da diretoria para o triênio 2013/2015 do Sindicato Rural do município seria montada. "Por ter conhecimento em gestão financeira, fui escolhida para o cargo de tesoureira e mais uma vez eu disse sim", lembrou.

Durante os três anos como tesoureira da entidade, ela cuidou diretamente da organização da maior feira de tecnologia e negócios agropecuários de Mato Grosso, a Parecis SuperAgro, que em 2015 movimentou mais de R$ 150 milhões e contou com a presença de 35 mil visitantes. Neste ano, o evento será de 10 e 13 de abril com a perspectiva de receber 46 mil pessoas.

Passaram-se três anos e seguindo o processo natural de sucessão, Giovana foi a escolhida pelos produtores associados ao sindicato para concorrer à presidência da entidade. Mais uma vez ela seguiu sua personalidade e aceitou o desafio. Em novembro de 2015 foi empossada presidente da entidade.

Mas Giovana não é a única mulher na diretoria do sindicato, ela levou consigo mais seis mulheres. "Nosso sindicato é o mais feminino de Mato Grosso. Pretendemos durante a nossa gestão mostrar para as mulheres o quanto elas são essenciais para o fortalecimento da classe produtora e do sistema sindical".

Além de fazer a gestão financeira e pessoal dos negócios da família, comandar um dos mais importantes e atuantes Sindicatos Rurais de Mato Grosso, Giovana também é empresária e tem uma loja de confecções na cidade. E apesar de ter entrado no sistema sindical sem planejar, ela diz que tem sido muito gratificante. "Recebi muito apoio quando me candidatei, principalmente dos produtores mais antigos dentro do sindicato e da diretoria anterior. Não é fácil assumir novas responsabilidades, mas quando temos uma boa equipe de trabalho e produtores participativos, as coisas ficam mais fáceis".

Além de Campo Novo do Parecis, os demais sindicatos presididos por mulheres em Mato Grosso são: Gaúcha do Norte, liderado pela produtora Neuza Cecília Wessner (gestão de 2013/2016); Chapada dos Guimarães, presidente Deusimar Muiz Lima (2014/2017) e Cocalinho, com a presidente Anita Ferreira (2016/2019). Também passaram pela liderança sindical as produtoras Cecília Stafuzza, de Matupá, no período de 2008 a 2014, e Delúbia Borges Tulha, de São José do Xingu, de 2012 a 2015.

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Ascom Famato

Fonte: Famato

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