Despesas sobem e pressionam resultado da SLC Agrícola

A SLC Agrícola, uma das mais importantes produtoras de grãos e fibras do país, registrou um lucro líquido (atribuído aos sócios da empresa controladora) de R$ 2,02 milhões no terceiro trimestre de 2014, recuo de 86,5% em relação aos R$ 14,96 milhões do mesmo período do ano passado.

Em balanço divulgado ontem, a companhia informou que a queda no lucro bruto, o aumento das despesas com vendas e o incremento na despesa financeira ajudaram a puxar para baixo seu resultado líquido no terceiro trimestre do ano.

Já a receita líquida da SLC totalizou R$ 314,18 milhões nos três meses encerrados em 30 de setembro, alta de 16,9% ante o mesmo intervalo de 2013. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 60,5 milhões, elevação de 64,9% na mesma comparação. A margem Ebitda ajustada ficou em 20,3%, 3,2 pontos percentuais acima do terceiro trimestre de 2013. A dívida líquida da SLC, por sua vez, cresceu 31,6% até o fim de setembro, para R$ 992,03 milhões.

"A relação dívida líquida/Ebitda ajustado ficou estável no trimestre, em 3,3 vezes, uma vez que o aumento no endividamento líquido foi compensando pela melhora na geração de caixa de 12 meses", detalhou a companhia.

O fim do terceiro trimestre marcou o começo do plantio da safra 2014/15. A SLC ampliará em 5,9% sua área na nova temporada, ante o ciclo anterior, para 363,8 mil hectares. Até 4 de novembro, a empresa plantou 28,6% (59,55 mil hectares) da área que será destinada à soja em suas fazendas nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e Maranhão.

"De forma geral, a cultura apresenta bom desenvolvimento. Apesar da pouca chuva na primeira quinzena de outubro no Mato Grosso, conseguimos plantar a soja em tempo hábil para efetivação dos projetos de algodão, milho e girassol segunda safra", afirmou. No caso específico do milho, a SLC decidiu cortar em 24% a área destinada ao grão em 2014/15, ante o ciclo passado, a 38,65 mil hectares.

A companhia já travou 70,2% da soja de 2014/15 (colhida no início do ano que vem) a US$ 11,83 por bushel – acima dos atuais US$ 10,40 a US$ 10,60 por bushel da bolsa de Chicago. No algodão, o "hedge" alcança 43,4% da safra, a 77,1 centavos de dólar por libra-peso. Na bolsa de Nova York, a fibra fechou ontem na casa dos 60 centavos.

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Fonte: Valor | Por Mariana Caetano | De São Paulo

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