Desempenho do agro em janeiro foi decepcionante

período do ano passado (US$ 5,15 bilhões), caíram 5,3%. Chegaram a tímidos 4,88% da meta de 100 bilhões para o ano de 2012. Neste ritmo a meta não será alcançada, pois tere-mos apenas US$ 58,56 bilhões no final dezembro de 2012. Resta dizer que janeiro de 2011 foi responsável por apenas 5,4% do total exportado.

Os demais produtos brasi-leiros (fora do agro) tiveram melhor desempenho, com 12% de crescimento (US$ 10,1 bi em 2011, para US$ 11,3 bi em 2012), o que fez com que o agronegócio perdesse partici-pação relativa nas exportações em janeiro.

Os 10 campeões no aumento das exportações foram respec-tivamente: soja em GRÃOS (au-mentou US$ 86,6 mi), carne bovina (US$ 84,3 mi), algodão e produtos têxteis de algodão (US$ 75,4 mi), fumo e seus pro-dutos (US$ 37,9 mi), carne de frango (US$ 28,2 mi), café solú-vel (US$ 14,4 mi), couro bovino wet blue (US$ 12,8 mi), óleo de soja (US$ 9,9 mi), borracha natural (US$ 8,6 mi) e carne suína (US$ 3,8 mi). Juntos trouxeram mais US$ 362 milhões nas ex-portações do agro brasileiro comparadas a 2011.

As variações dos preços médios (US$/toneladas) dos principais produtos exporta-dos também não foram ani-madoras, ?cando da seguinte forma: café solúvel (25,6%), algodão e produtos têxteis

(10,3%), carne bovina (3,3%), borracha natural (-0,5%), car-ne suína (-4,3%), carne de fran-go (-6,2%), óleo de soja (-8,4%), soja emGRÃOS (-10,0%), fumo e seus produtos (-12,1%) e couro bovino wet blue (-28,2).

Os 10 principais produtos que diminuíram as exporta-ções e contribuíram negati-vamente para a meta foram: açúcar (queda de US$ 372,5 mi), trigo (US$ 92,1 mi), suco de laranja (US$ 74,1 mi), ál-cool (US$ 40,8 mi), carne de frango industrializada (US$ 37,6 mi), celulose (US$ 36,3 mi), bovinos vivos (US$ 28,5 mi), calçados de couro (25,4 mi), milho (US$ 14,1 mi) e fa-relo de soja (US$ 10,1 mi). Jun-

tos, reduziram as exportações em US$ 731,5 milhões.

Nos destinos dos produtos do agro brasileiro, os 10 principais países que mais cresceram fo-ram: China (US$ 132,3 milhões a mais que em 2011), Hong Kong (US$ 73,1 mi), Venezuela (US$ 39,1 mi), Emirados Ára-bes (US$ 37 mi), Iraque (US$ 30,1 mi), Bélgica (US$ 27,8 mi), Bangladesh (US$ 26,1 mi), Co-lômbia (US$ 22,1 mi), Taiwan (US$ 20,7) e Índia (US$ 20,2 mi). Somados representaram US$ 428,5 milhões a mais.

Percebe-se realmente o cres-cimento do mundo emergente nas compras do Brasil.

O Brasil também perdeu ven-das em alguns mercados, com

destaque para Países Baixos (US$ 105,8 mi a menos que em janeiro de 2011), Irã (US$ 97,3 mi), Argélia (US$ 69,1 mi), Marrocos (US$ 46 mi), Espa-nha (US$ 44,1 mi), Itália (US$ 39,7 mi), Portugal (US$ 32,3 mi), Gana (US$ 21,9 mi), Fran-ça (US$ 19,2 mi) e Reino Unido (US$ 15,4). Agregados foram responsáveis pela diminui-ção de US$ 515,6 milhões nas exportações brasileiras. Uma parte importante da queda foi em países europeus, talvez re-?exo da crise.

O saldo deixado pelo agro em janeiro foi de US$ 3,7 bilhões. Agora é esperar o desempenho nos próximos meses para ver se a meta de US$ 100 bilhões pode ser atingida, confiando na máxima que… o ano só co-meça após o carnaval.

O leitor pergunta

CORREIO Este cantinho do Correio Rural é para que os produtores e leitores em geral esclareçam

as suas dúvidas ou perguntem aquilo que queiram saber sobre assuntos ligados ao agronegócio.

Recebemos na semana pas-sada o questionamento do produtor rural Ludovico Frezer sobre a criação de aves.

PERGUNTA Qual é o número ideal de fêmeas para cada galo na avicultura, para uma boa pro-dução de ovos?

RESPOSTA O número de ma-chos é importante para quem desenvolve a ativida-de, pois se há galos em de-masia, os custos aumentam sem necessidade, e com is-so, a lucratividade fica me-nor. E quando o número é pequeno demais, abaixo do necessário também há pro-blemas. Os ovos que eclodem posteriormente são claros ou inférteis, gerando prejuízos ao avicultor pela baixa por-centagem de eclosão.

Nos lotes para a produção de ovos para consumo, não há necessidade de machos, pois as aves põem ovos, em-bora estéreis, mesmo sem serem acasaladas, o que é até melhor, pois eles se conser-vam melhor.

Sobre o número de fêmeas para cada macho, o recomen-dável é que no caso de galos de raças leves, um total de 10 a 12 fêmeas. No caso de galos de raças pesadas, o ideal é que se disponibilizem de oito a 10 fêmeas.

Fonte: CORREIO DO ESTADO – MS

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