Descartada emergência devido à Helicoverpa

Mesmo com a lagarta presente em 32 municípios, entidades e governo consideram situação controlada no Estado

A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul descartou novamente encaminhar decreto de situação de emergência fitossanitária neste momento devido ao aparecimento da lagarta Helicoverpa armigera nas lavouras de soja do Estado. A medida se baseia na avaliação de instituições de pesquisa, ensino, extensão rural, entidades de produtores e órgãos oficiais de defesa agropecuária que alegam que não há dificuldades no controle da praga e os níveis populacionais são baixos.
Mas, conforme a nota da secretaria, se o cenário mudar no decorrer do desenvolvimento da cultura e exigir outro posicionamento, será tomada uma nova decisão técnica, buscando resguardar o produtor rural e garantir a produção, a renda, a saúde e o equilíbrio ambiental. Segundo o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura, Vinícius Grasselli, existem registros da lagarta em lavouras de 32 municípios gaúchos. No entanto, ainda não existem casos de grandes perdas econômicas que possam justificar um maior temor. “Apesar das ocorrências, não temos danos significativos. Há um baixo nível de desfolha e os produtos que são registrados atualmente pelo Ministério da Agricultura estão se mostrando eficientes”, afirma.
Grasselli recomenda que os produtores façam o monitoramento constante da praga e utilizem produtos de combate apenas quando necessário. Os órgãos de pesquisa e extensão também fazem o monitoramento por meio de armadilhas de feromônio espalhadas por diversas regiões do Estado. A nota ainda avalia que o Rio Grande do Sul tem uma situação diferente de clima e cultivo em relação a outros estados que decretaram situação de emergência devido à Helicoverpa.
O deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP-RS), que realizou reunião com produtores, cooperativas e cerealistas logo que a praga surgiu em território gaúcho, no início de dezembro de 2013, ainda defende que o Estado entre com pedido de emergência sanitária por questão de precaução, como já havia feito na ocasião do surgimento da Helicoverpa no Estado. “Se decretamos emergência hoje, temos um ritual longo para cumprir as exigências do Ministério da Agricultura. Por isso entendemos que seria bom fazer esta antecipação, não para criar alarde, mas como uma forma de cautela”, salienta o parlamentar.

Fonte: Jornal do Comércio

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *