Deputados avaliam cadeia leiteira do Rio Grande do Sul

O trabalho de apuração da Comissão de Representação Externa do Leite, da Assembleia Legislativa, tem evidenciado cada vez mais a necessidade de regramento em etapas específicas da cadeia leiteira, comenta o coordenador do grupo, deputado estadual Heitor Schuch (PSB). Na tarde de ontem, a comissão falou com a área especializada criminal do Ministério Público do Estado e com a Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul.
“Está ficando cada vez mais claro para nós que existe regramento para produtor, para indústria e não existe regramento para transportadores”, detalhou Schuch, mencionando a parte logística da cadeia de produção como “muito fragilizado e sem controle”. A comissão ainda vai ouvir entidades representativas do setor, indústrias e o poder público, devendo concluir a coleta de informações até o dia 30 deste mês.
Preliminarmente, Schuch já sinaliza para ações voltadas para os transportadores. “Estamos começando a nos convencer, cada vez mais, de que precisamos criar uma legislação regrando a atuação dos transportadores.” Segundo o deputado, as principais vítimas das sucessivas fraudes reveladas ao longo de um ano de operações conjuntas entre os órgãos públicos são os produtores e os consumidores. “Hoje, são as duas vítimas diretas desse processo.”
Somente após as apurações devem surgir propostas de um projeto de lei que torne mais rigorosos os controles da cadeia. A indústria, alvejada na etapa mais recente da Operação Leite Compensado, também não escapou às críticas. “O promotor Mauro Rockembach (com quem a comissão se reuniu ontem) disse que precisamos mudar a cultura da cadeia para, só assim, termos resultados efetivos. A indústria precisa ser o filtro e rejeitar o produto ruim para que possamos dar tranquilidade ao produtor e ao consumidor.”

Fonte: Jornal do Comércio |  Marina Schmidt

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