Demora em licenças limita irrigação

 Rodrigues (D) falou sobre gargalos no seminário coordenado por Schuch (E)<br /><b>Crédito: </b>  galileu oldenburg / divulgação / cp

Rodrigues (D) falou sobre gargalos no seminário coordenado por Schuch (E)
Crédito: galileu oldenburg / divulgação / cp

Especialistas estiveram reunidos ontem, na Assembleia Legislativa, na Capital, discutindo formas para driblar as constantes secas no Estado. Atrasos na obtenção de licenças para construção de reservatórios de água foram apontados como maior entrave. Duas licenças são exigidas para liberação de crédito para irrigação, expedidas pelo Estado. Doutor em irrigação da UFSM, Reimar Carlesso disse que a espera é longa, de até 18 meses. Diretor do Departamento de Recursos Hídricos de Secretaria de Meio Ambiente, Marco Antônio Mendonça explicou que o tramite é demorado pela falta de estrutura. Mas discordou que haja 10 mil processos atrasados. Seriam 4 mil. E prevê: com a recente contratação de pessoal, o passivo zera em oito meses.
O relatório do trabalho da Subcomissão de Irrigação será elaborado até o fim do mês e levado a plenário. "Se aprovado, o documento deve orientar cooperativas, produtores e sindicatos, e mostrar a governos deficiências e potencialidades da irrigação", diz o presidente da subcomissão, deputado Heitor Schuch. O secretário nacional de Irrigação do Ministério da Integração, Ramon Rodrigues, disse que o licenciamento é um gargalo em boa parte do país. Por isso, a União trabalha num plano diretor de irrigação. "Vamos apontar soluções." No evento, o engenheiro José Arthur Padilha, responsável pelo projeto Base Zero, apresentou o programa que revolucionou o combate à seca no Nordeste do país.

Fonte: Correio do Povo

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