Demissão de Oscar Jucá Neto não foi motivada por questões pessoais, afirma Wagner Rossi no Senado

Fonte: CANAL RURAL

Ministro da Agricultura esclareceu acusações de corrupção em sua pasta nesta terça
Jacqueline Pasini e Letícia Luvison
Atualizada às 20h19min
Em audiência realizada nesta terça, dia 10, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado (CRA), o ministro da Agricultura Wagner Rossi afirmou que não demitiu o ex-diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Oscar Jucá Neto, por questões pessoais. Em declaração à revista Veja, Neto acusou o ministro de estar envolvido em casos de corrupção. Rossi disse que a demissão do ex-diretor da Conab foi efetuada devido ao seu envolvimento em irregularidades.

Leia tudo o que foi debatido durante a audiência

As deficiências no setor jurídico da Conab contribuem para a falta de controle dos processos da Companhia, de acordo com o ministro da Agricultura. Atualmente a estatal contrata escritórios terceirizados para executar os processos, o que prejudica o acompanhamento de casos de corrupção. Wagner Rossi afirmou que uma das ações prioritárias é a mudança nessa estrutura da Conab, que vai nomear procuradores da Advocacia-Geral da União (AGU). O ministro ainda disse não se sentir culpado pelas irregularidades ocorridas na Conab durante sua presidência do órgão.

Não convencida com as explicações de Rossi, que compareceu ao Senado munido de documentos para comprovar seus argumentos, a oposição quer ouvir os demais envolvidos nas denúncias: o lobista Júlio Fróes, o ex-secretário executivo do ministério, Milton Ortolan, e o ex-dirigente da Conab, Oscar Jucá Neto. Segundo os parlamentares, as denúncias sustentam a necessidade da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o governo.

O ministro também lamentou o pedido de demissão do secretário executivo do Ministério da Agricultura, Milton Ortolan, feito após denúncias divulgadas nesse sábado, dia 6, pela revista Veja. Apesar do afastamento, Ortolan divulgou uma nota à imprensa negando qualquer conivência com irregularidades.

Em resposta ao pronunciamento da senadora Ana Amélia Lemos (PP – RS), que pediu empenho do Ministério da Agricultura na votação do novo Código Florestal, Rossi afirmou que o agronegócio brasileiro deve ser assunto de prioridade. De acordo com o ministro, o setor “mantém em pé” o Brasil diante das crises econômicas mundiais e por isso pretende contribuir para que ocorra uma votação consensual do novo Código Florestal, garantindo segurança jurídica aos produtores rurais.

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