Defesa agropecuária fica sem recursos

A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) está sem receber recursos para custear suas atividades desde agosto. O orçamento da secretaria para 2013 foi definido em R$ 204 milhões após os contigenciamentos, mas foram empenhados até o mês passado R$ 101 milhões. Ao todo, o governo contingenciou R$ 499 milhões do ministério.

O temor com a interrupção dos trabalhos constam em memorando (número 618) encaminhado em 18 de agosto pelo ex-secretário de Defesa Agropecuária, Enio Marques, ao secretário-executivo, José Gerardo Fontelles. Marques foi substituído, em agosto, pelo advogado Rodrigo Figueiredo, indicado pelo PMDB.

No documento, Marques "manifesta imensa preocupação com os reflexos negativos que possam advir para a economia com a suspensão do acompanhamento às missões internacionais". A União Europeia deve enviar uma missão em setembro; a Rússia, em outubro.

Em protesto, fiscais agropecuários farão greve e cargos de confiança em todo o país poderão ser entregues para combater a "ingerência política e empresarial na nomeação do novo secretário de Defesa Agropecuária".

Segundo o presidente Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA), Wilson Roberto de Sá, o sindicato está "pronto para a guerra". "Vamos convocar uma greve geral a partir do dia 16 durante cinco dias contra o loteamento político da secretaria".

"Nem um centavo foi liberado desde 1º de agosto para manutenção e recursos para diárias, deslocamentos, passagens, combustível, alimentação de fiscais. Várias áreas estão desprotegidas". O Ministério da Agricultura informou que está atento à situação. (TV)

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Fonte : Valor Econômico | Por De Brasília

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