Defensivos agrícolas é tema de debate na Frente Parlamentar de Combate aos Crimes Agropecuários

RS perde quase R$ 1 bilhão por ano em danos causados por crime no campo

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RS perde quase R$ 1 bilhão por ano em danos causados por crime no campo | Foto: Mauro Schaefer

O contrabando e a falsificação de agroquímicos nas áreas rurais do Estado foram temas debatidos pela Frente Parlamentar de Combate aos Crimes Agropecuários, na sede da Assembleia Legislativa dentro do parque de Exposições, durante a 42ª edição da Expointer. De acordo com o deputado estadual Sérgio Turra, que preside o grupo, é preciso que haja envolvimento forte dos agentes de segurança, associações e Ministério Público, para evitar que os crimes que tem como alvo a produção agrícola não sigam se perpetuando de forma descontrolada no Estado. “Tratam-se de quadrilhas altamente organizadas e especializadas. É extremamente necessário o esforço conjunto de todas as esferas. A criação das Delegacias Especializadas foi um passo importante, pois alcançamos resultados expressivos e bem positivos, porém, precisamos mais que isso.” Turra estima que o Rio Grande do Sul perde quase R$ 1 bilhão por ano em virtude dos danos causados por crimes realizados no campo e que têm causado sérios problemas à saúde pública, bem como danos ao meio ambiente.

O vice-governador do Estado, o delegado Ranolfo Vieira Júnior, que esteve no evento fazendo parte da mesa, falou que o Governo do Estado lançou o projeto RS Seguro, programa que trabalha em três diretrizes importantes e que pode ser interligado a essa problemática. “Integração, Inteligência e Investimento Qualificado são as principais vertentes. Neste sentido, a integração é fundamental. E é a partir de discussões como estas que afiamos nossos desejos e que alcançaremos os resultados que almejamos.”

O promotor Luciano Vaccaro diz que é um debate importante tendo em vista que o enfrentamento da matéria tem sim apresentado resultados importantes. “O tema dos defensivos agrícolas ilegais é uma realidade preocupante, pois eles entram no Estado gaúcho através do descaminho e do contrabando. A questão não é apenas ambiental, mas também sanitária. Existe ainda a sonegação de impostos e estamos vivendo uma crise financeira sem igual. Acaba que estamos gerando riqueza em noutro País.”

O vice-presidente da Frente Parlamentar de Combate aos Crimes Agropecuários, deputado Luciano Zucco, relata que o combate a estes crimes específicos é fundamental tendo em vista que afetam a economia de recurso legal do Estado. “São crimes que muitas vezes passam desapercebidos.” O trabalho de fiscalização aliado aos avanços tecnológicos foi defendido pelo deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira. “É preciso que saibamos usar e nos apropriar da inteligência artificial e de estratégias. O comércio ilegal, o contrabando e a falsificação de defensivos agrícolas traz risco de contaminação da saúde pública e compromete seriamente nossos negócios externos.”

Por fim, o secretário adjunto de segurança pública do Estado, coronel Marcelo Gomes Frota, também deu ênfase ao sistema de integração entre as forças policiais e a sociedade civil. “Há iniciativas louváveis que já acontecem nas áreas de campo. Entre elas as patrulhas comunitárias rurais. No entanto, existe a necessidade de plataformas de comunicação e a integração de boas práticas de conhecimento entre Prefeituras, estado e entes federados, visando, neste sentido, a saúde e a segurança pública.”

Por Fernanda Bassôa

Fonte ; Correio do Povo

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