Dedos Cruzados – Mesmo com risco de replantio, chuva encoraja produtores do Matopiba

Há previsão de mais 50 milímetros em algumas fazendas, mas distribuição será irregular

  Plantadeira

Nesta semana, destaca-se a chuva mais intensa sobre o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Embora o acumulado alcance 50 milímetros em áreas produtoras dos quatro estados, não há garantia de boa distribuição em todas as fazendas. “Já há relatos de plantio em Tocantins e Maranhão e, com a chuva que virá nesta semana, mais fazendas vão começar a instalação, embora exista o risco de replantio”, diz o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.

Além do Matopiba, também há previsão de acumulado de chuva razoável em Minas Gerais, norte de Goiás, sul de Mato Grosso do Sul e oeste dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com pelo menos 50 milímetros. Em São Paulo, embora a chuva também seja frequente nesta semana, o acumulado não será tão elevado, oscilando em torno dos 30 milímetros.

Já em Mato Grosso, espera-se uma inversão da precipitação. Até então, o Parecis vinha sendo a área mais beneficiada pela chuva, mas vamos registrar mudança com acumulado de apenas 10 milímetros nessa área e acima dos 30 milímetros ao longo do Araguaia e nos extremos norte e nordeste do estado.

A semana será com temperatura em elevação na maior parte do Brasil, mas sem extremos. No próximo fim de semana, o calor diminuirá no Sul e na costa do Sudeste.

Apesar de a chuva ter começado mais cedo neste ano, permitindo uma instalação mais veloz no Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, a precipitação não está totalmente regularizada. De acordo com informações do Inmet, (Instituto Nacional de Meteorologia), nos últimos 45 dias, choveu menos que o normal em boa parte de Mato Grosso. É comum notícias de talhões com mais de 100 milímetros e áreas vizinhas com menos de 50 milímetros.

Somente na região Sul, em São Paulo, em Mato Grosso do Sul e no sul de Minas Gerais, a chuva está forte e persistente. Algumas áreas do norte do Rio Grande do Sul receberam algo em torno dos 400 milímetros, o dobro do normal para o período. No oeste e sul do Paraná e no sul e leste de Mato Grosso do Sul, choveu entre 300 e 400 milímetros, enquanto que o oeste de São Paulo recebeu entre 200 e 300 milímetros. No sul de Minas Gerais, o acumulado varia entre 150 e 200 milímetros.

Os números apresentados anteriormente refletem na umidade do solo, que está elevada, com pelo menos 60% desde o Rio Grande do Sul até a o centro de Minas Gerais, passando pela maior parte de Mato Grosso do Sul.

No Paraná, Rio Grande do Sul e no sul de Mato Grosso do Sul, a chuva frequente e a elevada umidade do solo atrapalham as atividades de plantio e manutenção das culturas de primavera e a colheita das lavouras de inverno, neste último caso, nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul.

Em São Paulo, apesar da colheita da cana-de-açúcar muito adiantada pela estiagem do primeiro semestre, a atividade praticamente parou nos últimos dias pela grande frequência da chuva. Em Ribeirão Preto, o acumulado alcança 185 milímetros passando a média de todo o mês, que é de 140 milímetros. As atividades de plantio também estão paradas em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Pryscilla Paiva, editora de Tempo do Canal Rural

Redação – Canal Rural

Fonte : Canal Rural

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