DANILO UCHA – Governo atrasa pesquisas para inovações farmacêuticas

Brasil sofre com remédios cada vez mais caros e sem novas pesquisas

Brasil sofre com remédios cada vez mais caros e sem novas pesquisas

Além de ter medicamentos cada vez mais caros pesquisa mostra que 50% da população não consegue arcar com o custos dos remédios, o Brasil está ficando fora da rota de inovação no setor farmacêutico, prejudicando as pessoas, que ficam distantes de novos remédios fundamentais para a cura de doenças. Por isso, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) insiste na necessidade de o governo federal atender aos termos da carta aberta que os principais 45 cientistas e médicos do País assinaram, em agosto de 2015, reivindicando atenção aos entraves da pesquisa clínica no País, onde um pedido de estudo leva cerca de 12 meses para ser avaliado, o dobro da média mundial.

Medicamentos II

Com isso, perdem a saúde dos brasileiros e a economia nacional, que poderia atrair grandes investimentos internacionais e se transformar em exportadora de medicamentos. A Interfarma, a Abiquifi (Associação Basileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos) e a Apex-Brasil estão discutindo alternativas para o setor, segundo Antonio Britto, presidente da Interfarma. A burocracia e o atraso que imperam no setor da pesquisa impedem que novos medicamentos e novas terapias cheguem ao povo brasileiro. A presidente Dilma Rousseff tem que olhar esta questão, dizem os pesquisadores e médicos.

Festimalha

Definida a data para se iniciar o 27º Festimalha, em Nova Petrópolis, dia 28 de abril. A Associação Comercial e Industrial espera 100 mil visitantes, pois, além da primeira semana, a feira se repetirá em seis fins de semana.

Promoção

Esta é para gremistas. O Grêmio está oferecendo camarote com ar-condicionado, acesso de elevador, sofás e bancadas de frente para o gramado por R$ 300,00 o ingresso para o jogo contra a LDU, pela Libertadores, amanhã. Quanto às crianças, até 2 anos não pagam e, de 3 a 15 anos, pagam meia-entrada.

Perini

A vinícola Perini, de Farroupilha, trocou de nome. Agora, é Casa Perini. Benildo Perini continua como presidente.

RGE

A CPFL Energia, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, e que, no Rio Grande do Sul, é representado pela RGE, firmou contrato de R$ 174 milhões com a WEG para a construção e a ampliação de subestações em várias cidades de sua área no País. Aqui, serão construídas uma nova subestação em Alto Feliz e modernizada a de Flores da Cunha, dobrando a oferta de energia ao município.

Planos de saúde

Os planos de saúde estão se transformando num problema suplementar para os usuários e para o governo que os fiscaliza. A Agência de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu 46 produtos de oito operadoras em função de reclamações sobre negativas e demoras no atendimento. Numa tentativa de moralizar o setor, a ANS decidiu divulgar periodicamente a situação de todas as operadoras.

Esperança na Zona Sul

Empresários e moradores de Pinheiro Machado ainda não perderam a esperança sobre a concretização do investimento Finagro uma indústria de pellets de madeira e usina termelétrica no município. O empreendedor Afonso Bertucci garantiu, durante a feira da ovelha, há duas semanas, que mantém o projeto de US$ 220 milhões para produzir 600 mil toneladas de biocombustível anualmente. O município, de economia agropecuária, sonha com o projeto, pois geraria 1.100 empregos e garantiria alguns milhões de impostos. Os pellets de madeira são usados para queima, principalmente em termelétricas, substituindo o carvão.

Dinheiro miúdo

Estão faltando moedas e cédulas de pequeno valor R$ 2,00, R$ 5,00, R$ 10,00 e R$ 20,00 no comércio. E a tendência, segundo especialistas, é de piorar, pois o Banco Central cortou 7% dos recursos destinados à sua fabricação, por medida de economia. Uma consequência ruim para os consumidores é o arredondamento dos preços, sempre para cima, alegando falta de troco. Quem tem cofrinho que os abra.

Gol

A companhia aérea Gol está implantando um plano de "racionalização" de sua capacidade e de "otimização" de sua malha aérea, o que não é outra coisa senão forte ajuste econômico-financeiro para enfrentar a crise da economia brasileira. O primeiro passo, anunciado em fato relevante, foi a venda antecipada de passagens, no valor de R$ 1 bilhão, para a Smiles. Além de receber este dinheiro, para melhorar sua liquidez, a companhia vai reduzir em 6% pousos e decolagens, suspender sete destinos, devolver cinco aeronaves em regime de arrendamento e diminuir de 15 para um o recebimento de novas aeronaves, previsto para 2016-2017.

FRED TANNEAU/AFP/JC

Painel Econômico
DANILO UCHA
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Fonte : Jornal do Comércio

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