DANILO UCHA – Fumageiros preparam-se para defender o fumo

Cultivo ainda é uma atividade econômica importante no Brasil

Cultivo ainda é uma atividade econômica importante no Brasil

O cerco ao tabaco é cada vez mais apertado nos principais países do mundo desenvolvido. As proibições de fumar são cada vez maiores e mais abrangentes, para preocupação dos produtores de fumo e dos que o industrializam. Neste ano, será realizada a 7ª Conferência das Partes (COP7) da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), da Organização Mundial da Saúde, na Índia. O objetivo da convenção, que já tem o apoio de 180 países, é "proteger as gerações presentes e futuras das devastadoras consequências sanitárias, sociais, ambientais e econômicas geradas pelo consumo e pela exposição à fumaça do tabaco". Mas, como o plantio do fumo é uma atividade importante em vários países, inclusive no Brasil, há participação, também, dos produtores e da indústria, pois a convenção determina a adoção de medidas intersetoriais nas áreas de propaganda, publicidade, patrocínio, advertências sanitárias, tabagismo passivo, tratamento de fumantes, comércio ilegal e preços e impostos. O Sinditabacos, segundo seu presidente, Ivo Schünke, está se mobilizando para participar da convecção, "considerando o quão importante foi a mobilização do setor durante a COP6, em 2014, na Rússia". Estão sendo definidas as estratégias a serem usadas pelos defensores do fumo.

Yara

O Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul (Siargas) empossou nova diretoria. Maicon Cossa, diretor comercial da Yara para a região Sul, assumiu a presidência até janeiro de 2019. Lair Hanzen e Ademar Fronchetti, também executivos da Yara, fazem parte da diretoria.

Medalha

No ano de 2016, com a realização das Olimpíadas, no Rio, muitas medalhas serão distribuídas aos atletas vencedores. O presidente do Sindicato Rural de São Gabriel e vice-presidente da Farsul Tarso Francisco Pires Teixeira escreveu que "se o Comitê Olímpico criar uma Medalha da Inoperância, ao menos sabemos para quem ela deve ser enviada. Alguém em Brasília já pode comemorar este título".

Centro de convenções

Em 2016 teremos mais alguns capítulos da novela Centro de Convenções de Porto Alegre. O Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha) elegeu como meta para 2015 trabalhar para construí-lo. O projeto tem área, contestada por alguns, nas proximidades da Fiergs, e dinheiro (R$ 60 milhões), considerado muito pouco.

Caminhões

Há 11 anos, o País não vendia tão poucos caminhões como em 2015. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, as vendas caíram 47% no ano passado.

Seguros

Dados divulgados pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) mostram que o mercado de seguros permanece entre as atividades mais resilientes à crise econômica. No acumulado no ano até setembro, a taxa de crescimento nominal do setor foi de 12,5%, atingindo R$ 265,7 bilhões em arrecadação. A Escola Nacional de Seguros está habilitando corretores de seguros em Porto Alegre.

A questão do aço

Apesar das expectativas em contrário, o poderoso pessoal das siderúrgicas brasileiras, desta vez, não levou. O grupo de técnicos da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior não aprovou pedido de aumentar a taxa de importação do aço e mandou relatório neste sentido aos respectivos ministros e à presidente Dilma Roussef. O aço estrangeiro está chegando ao País mais barato e isso, segundo eles, prejudica as siderúrgicas nacionais. Se a taxa fosse elevada, o preço interno, certamente aumentaria também. Mas a decisão final ainda não foi adotada pelo governo. O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul, Getulio Fonseca, comemora a meia-vitória. A alíquota varia entre 8% e 14%, os fabricantes de aço querem que vá até 35%. O presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello, esteve, novamente, com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, terça-feira, no ministério, em Brasília, para reforçar o pedido de aumento da taxa.

Braskem

A Petrobras, que tem 36,1% da Braskem, instalada no polo petroquímico de Triunfo (RS), na Bahia, na Europa, nos Estados Unidos e no México, colocou sua participação à venda, segundo informação publicada pelo jornal Folha de São Paulo. Fala-se num valor de R$ 5,8 bilhões, mas os problemas de sua controladora, a Odebrecht, com a investigação de corrupção da Operação Lava Jato, pode influir. A empresa canadense Brookfield estaria interessada, mas a preferência é da própria Odebrecht, embora seu endividamento dificulte qualquer lance.

Painel Econômico
DANILO UCHA
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Fonte : Jornal do Comércio

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