DANILO UCHA – Faltam parcerias público-privadas

Navegação fluvial poderia alavancar o desenvolvimento no Estado

Navegação fluvial poderia alavancar o desenvolvimento no Estado

Em vez de aumentar impostos na tentativa de fazer frente à sua crítica situação financeira, o governo do Estado deveria promover políticas públicas em parceria com o setor privado, visando ao efetivo aproveitamento dos notáveis recursos naturais de que dispõe, como exemplo a sua extensa malha de hidrovias navegáveis, que totaliza mais de 1.200 quilômetros. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, ao destacar o fato de que as vias navegáveis se constituem em verdadeiras artérias do desenvolvimento, como demonstram países europeus e os Estados Unidos. "Enquanto isto, aqui, abandonamos este potencial nos últimos 50 anos, fazendo com que utilizemos apenas 700 quilômetros." De 2002 a 2014, o PIB do Estado cresceu de R$ 105,5 bilhões para R$ 331,5 bilhões, ou seja, um aumento de 214,22%. No mesmo período, a movimentação de cargas no porto do Rio Grande cresceu apenas 87,03%. Já a participação do transporte hidroviário para o porto do Rio Grande ficou estagnada em 5 milhões de toneladas ao longo desses 12 anos.

Termelétricas

A RS Óleo & Gás fará reunião, dia 15, com a Bolognesi Energia e o consórcio construtor formado pela espanhola Duro Felguera e pela norte-americana General Electric sobre a construção das termelétricas Rio Grande (RS) e Novo Tempo (PE), ambas vencedoras do Leilão A-5 de 2014. As obras serão iniciadas em breve para que as usinas estejam prontas antes de janeiro de 2019, data em que se inicia o contrato de fornecimento de energia. Quem quiser oferecer serviços e equipamentos deve entrar em contato com a Duro Felguera, contratada pela Bolognesi para a construção da termelétrica. Informações em rsoleoegas@rsoleoegas.com.br até sábado, às 18h.

Fashion Law

A TozziniFreire Advogados criou um grupo setorial especializado em Fashion Law, isto é, problemas relacionados com moda, design, direito autoral, propriedade industrial, direito do consumidor, privacidade e regulação da internet. A equipe é liderada pelos sócios Andreia de Andrade Gomes e Marcus Perlingeiro.

Sonho factível

Apesar de estar melhorando a produtividade dos seus campos de pecuária nos últimos anos, inclusive forçado pela soja, que tira espaço do boi, o Rio Grande do Sul tem apenas 0,6 vacas por hectare. O sonho factível, segundo Gedeão Pereira, vice-presidente da Farsul, é chegar a duas vacas por hectare, isto é, quase triplicar o rebanho bovino gaúcho, hoje com 15 milhões de animais. Não é muito difícil, mas exige trabalho e investimento, principalmente em pastagens, irrigação e manejo nas coxilhas. Não se acredita, porém, ser possível ao Rio Grande conseguir o mesmo que os argentinos na província de Santa Fé, onde, acreditem, estão colocando seis vacas por hectare, graças à qualidade do pasto da região.

Dom Pedrito

Os pecuaristas de Dom Pedrito estão satisfeitos com o desenvolvimento do setor, o aumento das vendas de animais e os preços obtidos nas feiras de primavera. A informação é do presidente do Sindicato Rural de Dom Pedrito, José Roberto Pires Weber, no lançamento, ontem, da 82ª Exposição Agropecuária do município, quando afirmou que espera faturamento superior aos R$ 4,9 milhões do ano passado. Já foi realizado o primeiro remate, dia 1, e os próximos serão entre 21 a 25 de outubro, com grande oferta de animais Angus, Hereford e Braford das fazendas Quiri, Santa Thereza, Wolf, Pitangueira, Barragem e Don Angélico. "A diminuição do abate de fêmeas e a grande procura por matrizes significa que o produtor está investindo na cria e isso é mito bom", disse Weber. "A expectativa é melhor do que a que tínhamos ano passado", afirmou Patrícia Wolf, da Wolf Genética.

Painel Econômico
DANILO UCHA
Painel Econômico

Fonte : Jornal do Comércio

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