DANILO UCHA – Falta muito para Rio Grande ser grande

Porto de turismo e de carga de Miami bate recordes de movimentação
A cidade americana de Miami, na Flórida, não é apenas o paraíso dos turistas compradores brasileiros. Seu porto é um dos mais movimentados do mundo em carga e passageiros. No ano passado, movimentou 1.007.800 TEUs (unidade equivalente a contêiner de 20 pés), quando o nosso porto, Rio Grande, movimentou 726.781 TEUs. Os passageiros de navios foram 4,9 milhões, aqui mal chega a 10 mil, quando quatro ou cinco transatlânticos aportam, por ano. O desempenho positivo vem da preparação do porto de Miami para receber os grandes navios Post Panamax (acima de 200 metros de comprimento) que, a partir de abril de 2016, transitarão no Canal do Panamá ampliado, obras que, aqui, são só promessa do governo federal. A administração do porto de Miami, da iniciativa privada, gastou US$ 1,3 bilhão para dragar e ampliar o canal de navegação, comprar guindastes maiores e construiu uma ligação ferroviária e até um túnel para acelerar o tráfego de caminhões. Em Rio Grande, falta aprofundar o calado (R$ 370 milhões), prolongar o cais público (R$ 100 milhões), entre outras obras, e reequipar e modernizar os serviços de carga e descarga. Hoje, os Post Panamax chegam a Rio Grande, mas sem carga total, por causa do baixo calado, e ocupam dois berços de atracação. E só o Terminal de Conteineres (Tecon) tem um guindaste para operar com tais navios.
Agas em Imbé

Entre os dias 27 e 30 de janeiro, a escola móvel da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) estará em Imbé oferecendo oficinas gratuitas para moradores e veranistas, com apoio do Superbom e da Santa Clara. São palestras sobre culinária, cuidados com animais e programação para crianças.
Maior oferta

A Família Bastos colocará em pista, amanhã, a maior oferta de cavalos crioulos do ano. O remate apresentará 113 animais da seleção de Luiz Martins Bastos, um dos pioneiros da raça no Brasil. Os filhos e netos seguiram seus passos e hoje tem mais de 500 éguas em cria. A venda será na Cabanha Santo Ângelo, em Barra do Quaraí, às 14h de amanhã, quinta-feira.
Sinduscon Premium

Foram abertas as inscrições para o Sinduscon Premium, reconhecimento a pessoas e empresas da indústria da construção civil. Este ano, o Sinduscon-RS criou uma categoria para os lançamentos das pequenas e médias empresas. Serão destacadas empresas e profissionais cujos trabalhos tenham contribuído para o aprimoramento, modernização e desenvolvimento da indústria da construção do Estado.
Bolsa Família

Mais de 20 mil famílias de 27 municípios do Rio Grande do Sul poderão retirar o benefício do Bolsa Família sem a necessidade de esperar pelo dia certo no calendário. A decisão beneficia moradores de cidades atingidas pelas chuvas e a soma supera os
R$ 3 milhões.
CGTEE

O presidente da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), Francisco Romário Wojcicki, que assumiu em novembro o comando da estatal federal no lugar de Sereno Chaise, está com a tesoura na mão e pronto para fazer cortes. Por determinação da controladora Eletrobras, a empresa gaúcha passará por uma redução de pessoal. Não se sabe o número das demissões que acontecerão dentro da companhia que opera termelétricas a carvão no município de Candiota.
Nebuloso

Foi cercado de mistério o almoço entre o governador em exercício, José Paulo Cairoli (PSD) e representantes de entidades empresariais, ontem no Palácio Piratini. Mesmo sem destacar qual seria a pauta, a FCDL divulgou um dia antes que participaria da reunião convocada pelo próprio Cairoli. Foram convidadas, ainda, Farsul, Federasul, Fiergs e Fecomércio-RS. Em viagem, o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, não pôde participar. Após o encontro nenhum dirigente quis conversar com a imprensa. Nem mesmo o presidente da FCDL, Vitor Koch, comentou o conteúdo da conversa. No final da tarde, Piratini e FCDL divulgaram notas vagas sem qualquer informação.
IPI no vinho

Durou pouco a alegria dos vinhateiros, quando conseguiram, em dezembro, que o Congresso Nacional aprovasse medidas de diminuição do IPI sobre vinhos. A presidente da República, Dilma Rousseff, vetou a medida e introduziu mudanças que mantêm o imposto alto. Ele será calculado com alíquota sobre o preço de cada produto (antes, era uma taxa fixa por quantidade produzida, independente do valor). Uma garrafa de vinho de 750ml pagava taxa fixa de
R$ 0,73. Agora, será 10% do preço. Se custa R$ 80,00, o imposto será R$ 8,00. Os especialistas do setor dizem que o novo sistema vai aumentar o contrabando, a falsificação e a sonegação.

MIAMI AND BEACHES COM/JC

Painel Econômico
DANILO UCHA
Painel Econômico

Fonte : Jornal do Comércio

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