DANILO UCHA – Brasil precisa melhores acordos internacionais

Francisco Turra quer tratados que sejam mais rentáveis às exportações

Francisco Turra quer tratados que sejam mais rentáveis às exportações

Uma das reclamações mais recorrentes da indústria brasileira voltada para exportação é a não realização de bons acordos comerciais do Brasil com os países dos melhores mercados internacionais. A política externa brasileira dos governos dos últimos anos, especialmente do Partido dos Trabalhadores, tem privilegiado acordos com países economicamente menos importantes e abandonado os que são grandes compradores e pagam mais pelos produtos que o Brasil exporta, principalmente alimentos – grãos e carnes, fundamentalmente. A diplomacia terceiro-mundista seguida pelo Itamaraty tem feito acordos com mercados de segunda ordem, perdendo os melhores para outros países. Os exportadores resolveram agir e vão pleitear, junto ao Itamaraty, participação na hora do fechamento de acordos internacionais de comércio. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que reúne os exportadores de carne suína e de frango, por exemplo, resolveu criar um comitê para colaborar no momento da discussão de acordos comerciais. "As condições internacionais são muito favoráveis para as exportações brasileiras de carnes", diz Francisco Turra, presidente da ABPA. "Nós não podemos perder tal oportunidade, mas devemos conseguir mercados que comprem mais e remunerem melhor."

Acordos II

Segundo Francisco Turra, o Brasil precisa melhorar seus acordos comerciais com os 12 países que, em 2015, constituíram a Parceria Transpacífico – Estados Unidos, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Brunei, Chile, Canadá, Malásia, México, Peru e Vietnã. Se não fizer isso, "será uma bordoada" em termos de comércio internacional. Ele defende que o Brasil siga uma diplomacia comercial semelhante à do Chile, que mantém acordos com quase todos os países do mundo, indiferente a questões ideológicas. Por isso, inclusive, a ABPA está criando seu núcleo de inteligência competitiva para se envolver nas negociações dos acordos comerciais internacionais.

Estes não perdem

O lucro de 2015 dos 16 principais bancos com ações listadas na BM&FBovespa totalizou R$ 67,7 bilhões, uma alta de 30% em relação ao resultado obtido no mesmo período de 2014. É o que revelam os primeiros dados reunidos pelo Sabe Consultores para o Anuário Estatístico das Companhias Abertas – edição 2016/2017, que será lançado em junho pela Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas). O desempenho mais expressivo foi o do Santander BR, que fechou o ano passado com lucro líquido de R$ 6,9 bilhões, resultado 224,3% superior aos R$ 2,1 bilhões obtidos em 2014.

Devon

Abertas as inscrições para a 33ª edição da Convenção Brasileira de Criadores de Devon, em Gramado, entre os dias 6 e 8 de maio. O evento será no hotel Serra Azul e terá o quarto leilão virtual da Associação Brasileira de Criadores de Devon (ABCD), com oferta de animais PO, PC definidos e cruzas, além de sêmen de renomados reprodutores da raça. Informações e inscrições pelo e-mail devon@terra.com.br ou pelo telefone (53) 3227-8556.

Chocolates

A Neugebauer instalou, no GNC Cinemas Praia de Belas, parte do serviço exclusivo que oferece na loja da marca, no Viva Open Mall. São sabores exclusivos e sortidos de Bib’s, servidos no estilo self service, em copos de tamanhos P, M e G.

Expansão

A vinícola Dunamis, com unidades na Serra e na Campanha, está buscando ampliar seus mercados. Abriu uma unidade, em Gramado, com área de visitação, varejo, wine-bar, sala de degustação, ambiente para eventos e sala de estoque. Fica entre Nova Petrópolis e Gramado, no km 25 da RS-235.

MARCELO G. RIBEIRO/JC

Painel Econômico
DANILO UCHA
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Fonte : Jornal do Comércio

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