DANILO UCHA – Brasil pode acabar com a vacina contra a aftosa

Gado sadio e sem ameaça de aftosa vale mais e tem mais mercado

Gado sadio e sem ameaça de aftosa vale mais e tem mais mercado

Um assunto de muito interesse para o Rio Grade do Sul, onde as opiniões se dividem em contra e a favor, será debatido, dias 7 e 8, em Punta del Este, no Uruguai: a eliminação da vacinação contra a febre aftosa. Os membros da Comissão Sul-americana de Luta contra a Febre Aftosa estarão reunidos para avaliar os atuais índices de incidência da doença nos rebanhos bovinos do continente e para apreciar a proposta brasileira do fim progressivo da vacinação dos plantéis nacionais até 2020. O presidente do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa, Sebastião Guedes, que também é vice-presidente do Conselho Nacional da Pecuária de Corte, vai apresentar a pesquisa O Futuro do Brasil sem Aftosa, realizada em São Paulo entre uma centena de entidades da agropecuária brasileira e de lideranças do setor privado do Paraguai e da Bolívia, que aponta que mais de 90% dos pesquisados desejam o fim da vacinação, pois consideram que a aftosa já está praticamente erradicada na maior parte do País. Sem a vacinação, os pecuaristas poderão expandir suas receitas e ficar mais competitivos no mercado mundial de carne bovina no chamado "segmento ou circuito não aftósico". Atualmente, o Brasil não participa desse mercado, hoje avaliado em US$ 12 bilhões, devido à insegurança dos países importadores – como Japão, Coreia do Sul, Singapura, México, Estados Unidos e Canadá, entre outros – que não compram carne resfriada ou congelada de países que ainda usam a vacinação, pois têm dúvidas sobre a ocorrência da aftosa no gado vacinado.

Gboex

O Gboex está realizando, em Porto Alegre, o encontro com os gerentes de suas unidades de negócios em todo o País. Os executivos estão avaliando os resultados obtidos em 2015 e preparando as ações para 2016.

Campanha

A família do menino João Vicente, de quatro anos, que enfrenta a rara doença SHUa – Síndorme Hemolítico Urémico, muito cara de tratar, lançou nova campanha de financiamento coletivo de seu tratamento. Informações no facebook.com/avanteleaozinho.

Keko

A indústria gaúcha Keko Acessórios, líder brasileira em personalização automotiva, completou 30 anos. Instalada em Flores da Cunha, com 130 funcionários, projeta crescimento de 7% para 2016, mesmo com a queda significativa do setor automotivo nacional.

Câmbio

Se a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), cair, o dólar pode ter uma queda violenta e chegar aos R$ 2,90. Se ela permanecer, haverá movimento altista, podendo chegar, novamente, aos R$ 4,00. A opinião é do analista de mercados Farias Toigo, que escreveu: "O real se valoriza perante o dólar pela convulsão política brasileira, mas os fundamentos dessa relação está na situação econômica do País. Portanto, essa situação é pontual, porque a economia brasileira deverá se deteriorar ainda mais, aumentando as dificuldades de aprovar medidas para sua recuperação".

Medicamentos

Dirigentes da Associação dos Distribuidores de Medicamentos do Rio Grande do Sul vão fazer uma visita ao secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, para discutir a questão do ICMS sobre os medicamentos. Será às 14h, no prédio da Secretaria da Fazenda.

Contra a dengue

A Lalitex, tradicional indústria têxtil brasileira, instalada em Santa Bárbara D’Oeste (SP), lançou o Proofelex, tecido revolucionário que repele mosquito Aedes aegypti. O novo produto para o mercado de decoração chega ao Brasil após estudos de especialistas brasileiros e holandeses que comprovam 90% de eficácia.

CI/DIVULGAÇÃO/JC

Painel Econômico
DANILO UCHA
Painel Econômico

Fonte : Jornal do Comércio

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *