DANILO UCHA – A difícil conjuntura de dois setores empresariais

Setor industrial está parando e demitindo no Rio Grande do Sul

Setor industrial está parando e demitindo no Rio Grande do Sul

A situação do setor metalmecânico, no Rio Grande do Sul, é muito ruim, em consequência da crise econômico-financeira que levou à queda de encomendas. Uma grande empresa do setor de máquinas agrícolas que, em 2014, tinha 3.200 empregados, neste momento, tem apenas 1.100. Outras estão demitindo ou baixando salários para sobreviver. "Estamos demitindo quem ganha R$ 2 mil (o custo para a empresa vai a quase R$ 4 mil) e contratando por R$ 1.000,00", informou um industrial que prefere não se identificar. Uma constatação cruel: além de obter mão de obra mais barata, tais empresas conseguem pessoal mais qualificado, diante do crescimento do desemprego. Pequenas e médias empresas dificilmente sobreviverão a esta conjuntura. A falta de dinheiro e de perspectiva está se refletindo nos dissídios coletivos, pois os empresários de pequeno porte dizem que "não tem dinheiro sequer para repor a inflação pedida pelos trabalhadores". Só na região de Panambi, onde existe um forte polo metalmecânico, as demissões já se aproximam de 2 mil.

Massey Ferguson

A fábrica de tratores e máquinas agrícolas Massey Ferguson, de Canoas, contratou Rodrigo Junqueira para diretor de Vendas. Carlito Eckert, que ocupou o cargo por 13 anos, segue na diretoria da AGCO, cuidando do crescimento do negócio de colheitadeiras.

Assessoria

O escritório de advocacia Zulmar Neves foi quem assessorou dois grandes negócios em Caxias do Sul: a venda Germani Alimentos e Cereais para a mato-grossense Grupo Dallas e a aquisição da paulista Haus Concept pela gaúcha Brinox, fabricante de utilidades domésticas. A Brinox comprou a Sigma Trading Importação e Exportação e a marca Haus Concept.

Instituto Ver

Em 2 de dezembro, Dia Mundial da Propaganda, no hotel Plaza São Rafael, acontecerá o 5º Cozinheiros da Solidariedade, jantar em benefício do Instituto Ver Hesíodo Andrade. O instituto, mantido por publicitários e jornalistas, atende gratuitamente crianças com problemas de doenças congênitas de visão, como catarata, glaucoma e câncer de fundo de olho, evitando a cegueira precoce. O jantar é aberto ao público, mediante contribuição de R$ 50,00.

Embutidos

A Organização Mundial da Saúde está condenando os embutidos carne processada sob a alegação de que estudos mostraram que são cancerígenos, mas a BRF, donas das marcas Sadia e Perdigão, grande fabricante de tais produtos, não se abalou. Anunciou que vai aplicar R$ 300 milhões na construção de nova fábrica de embutidos, sua 35ª, em Seropédica, no Rio de Janeiro.

Cartão de crédito

É proibido diferenciar preços, ou seja, o pagamento com dinheiro, cheque ou cartão deve ser considerado da mesma forma pelos comerciantes. Isso porque o contrato firmado entre lojistas e as administradoras de cartão de crédito possui uma cláusula que não permite ao estabelecimento cobrar preços diferentes para o pagamento em dinheiro e através do cartão de crédito. A informação é da advogada Bruna Daleffe de Vargas, colaboradora do escritório Giovani Duarte Oliveira Advogados Associados, lembrando que, nesta época, os brasileiros começam a usar mais o cartão de crédito.

Vendas de imóveis

A taxa de velocidade de vendas (relação das vendas sobre as ofertas) de imóveis novos em Porto Alegre foi de 14,55% em setembro último, superior à registrada em agosto, quando atingiu 7,19%, segundo apurou a Pesquisa do Mercado Imobiliário da Capital elaborada mensalmente pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-RS). Em relação a setembro de 2014, também houve acréscimo, uma vez que nesse período a taxa foi de 6,88%.

Garibaldi

A Cooperativa Vinícola Garibaldi definiu, em convenção com 35 profissionais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Ribeirão Preto (SP), as diretrizes para o próximo ano. De acordo com o presidente Oscar Ló, 2016 será de muito mais trabalho do que em 2015.

Difícil conjuntura II

No mercado imobiliário, a ordem é vender, vender, com descontos (entre 30% e 50%), com benefícios, com permutas, aceitando até carro velho, com prêmios aos corretores. Uma empresa que tem 2,5 mil unidades em construção está oferecendo 100 vagas para corretores que a ajudem a vender. Mas o problema não está só na disponibilidade financeira dos compradores. A oferta de crédito e as condições mudaram, ficaram mais difíceis. Além da preocupação com uma possível perda futura do emprego, os interessados não encontram mais as facilidades de antes nos bancos (nem na CEF), os juros estão mais altos. Os construtores, por sua vez, enfrentam um problema suplementar à dificuldade de vender os imóveis que construíram: muita gente que comprou na hora do lançamento do empreendimento, agora, quando ele ficou pronto, acha que não vai ter condições de honrar o compromisso, desiste da compra e não assume o financiamento acertado com o banco. Quem fica no prejuízo, é o construtor, o empreendedor, que investiu na obra. Há dezenas de edifícios prontos em Porto Alegre sem sequer um morador. Isso é fácil de constatar: olhe ao seu redor, no seu bairro, no início da noite, e se não enxergar uma luz nas janelas, significa que ali não mora ninguém.

JOSÉ PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO/JC

Painel Econômico
DANILO UCHA
Painel Econômico

Fonte :Jornal do Comércio

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