Crise pode elevar negócios com Ásia

Em evento na Serra, Costa defendeu que o produtor aproveite o câmbio<br /><b>Crédito: </b> CARLOS QUEIROZ / DIVULGAÇÃO / CP

Em evento na Serra, Costa defendeu que o produtor aproveite o câmbio
Crédito: CARLOS QUEIROZ / DIVULGAÇÃO / CP

Dólar em alta, crise econômica na Europa e quebra de safra nos Estados Unidos, um dos líderes na exportação mundial de grãos. Em meio à turbulência, o Brasil tem a oportunidade de turbinar seus embarques para países asiáticos, com crescente demanda por alimentos. O alerta partiu do economista Robério Costa, no 27 Seminário Cooplantio, que teve início ontem e vai até amanhã, em Gramado.
Costa mostrou que, com o dólar acima de R$ 2, a melhor estratégia é apostar nos contratos futuros. "O Brasil está com economia sólida, a possibilidade de crise cambial é baixíssima. O país é muito mais robusto do que no passado. O produtor deve fechar negócio com o câmbio em vigor porque, com a economia brasileira forte, logo o dólar volta a R$ 1,95." Economista-chefe do Rabobank, ele lembra: países como a China têm baixo espaço para importação de industrializados. O gestor da Área Técnica da Cooplantio, Dirceu Gassen, acrescenta que, para isso, é preciso avançar. "O mercado asiático é a bola da vez. Mas o produtor precisa certificar seu alimento." No país, a certificação ainda é gargalo. "Um dos motivos pelo qual estou aqui é a palestra sobre soja certificada para Europa. O produtor sabe que certificação é fundamental, mas precisa de subsídios", diz o sojicultor Adelino Santos, de Passo Fundo.

Fonte: Correio do Povo

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