CRISE DO MILHO – SC: compra de milho em balcão sobe para 15 toneladas por produtor

Medida tenta amenizar crise enfrentada por suinocultores, que recebem R$ 3 pelo quilo do animal produzido a um custo de R$ 4

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O governo federal vai aumentar o limite de compra de milho em balcão de 6 toneladas para 15 toneladas por produtor em Santa Catarina, como medida para amenizar a crise enfrentada pelos suinocultores. Em reunião em Brasília com representantes do setor agropecuário catarinense, a ministra Kátia Abreu também garantiu a liberação de 160 mil toneladas do cereal dos estoques da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para os criadores de suíno do estado.

Atualmente, o produtor gasta R$ 4 para produzir um quilo de suíno vivo, que é vendido a R$ 3. O vice-presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Adir Engel, afirma que a liberação do milho da Conab é um paliativo, já que o estado consumiria 16 mil toneladas do grão diariamente. “Mas, num momento de crise, em que o produtor não tem onde buscar milho, isso já é uma medida importante”, diz

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, lembra que a redução do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que recai sobre o milho de 12% para 7% também ameniza o problema dos suinocultores.

SC: governo aumenta limite de compra de milho
“Há possibilidade de importação do Paraguai, mas isso não ficou resolvido. E o governo vai ampliar uma linha de crédito para oferecer ao pequeno produtor a manutenção das matrizes, o que ajusta pra sobreviver na atividade”, afirma o governador.

O limite de crédito será de R$ 500 por matriz. Dessa forma, o produtor suspende o abate do animal até que os preços melhorem.

O foco nas exportações também foi destaque na reunião. As negociações com o México avançam e, com a Coreia do Sul, já estão na fase final. Atualmente, o estado exporta só 15% do que produz. No ano passado, foram vendidas 160 mil toneladas do produto, principalmente para Rússia, China e Japão. Agora, as indústrias catarinenses podem negociar diretamente com o governo coreano.

“O potencial é muito grande. A Coreia é o maior importador de carne suína, e consome mais de 70 kg per capita (por ano)”, afirma o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Moacir Sopelsa, lembrando que o consumo brasileiro de carne suína é de 14 kg por habitante por ano.

Danoil Bianchi/Arquivo Pessoal

Fernanda Farias | BrasíliaCanal Rural

Fonte : Canal Rural

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