Criadora diz estar ‘enojada’

‘Estou enojada’. É assim que uma produtora de Ibirubá, define a sensação que teve ao saber que o leite que produz com tanto esmero ao lado da família há mais de 20 anos chegou à mesa dos consumidores contaminado com ureia e formol. Ela está entre os produtores gaúchos que entregavam leite aos transportadores apontados pelo Ministério Público (MP) como responsáveis pela adulteração de milhões de litros no último ano. ‘Cuidamos tanto da sanidade da produção e aí vemos esse risco à saúde pública, aos nossos filhos’, desabafa a produtora que trabalha ao lado da família enfrentando as adversidades que o gado leiteiro impõe ao produtor.

Sem desconfiar de nada, a criadora garante que o leiteiro era amável e que só ficou sabendo do episódio quando ele foi preso na semana passada. ‘Era um cara legal. Chegava a negociar o preço com meu marido’, conta. Segundo ela, o leiteiro captava a produção para uma cooperativa paranaense e todas as notas fiscais eram emitidas para a unidade localizada em Eugênio de Castro.

O episódio foi a gota d’água para que a criadora abandonasse as entregas para o grupo paranaense. ‘Já estava pensando em fazer isso antes’, salienta a pecuarista, lembrando que a atividade tem margens de lucro espremidas, mas que não pode se queixar do grupo. A decisão foi entregar a produção à Cooperativa de Pequenos Agropecuaristas de Ibirubá (Coopeagri), o que começou na quinta-feira. Diariamente, a família entrega 600 litros do alimento.

Fonte: Correio do Povo

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