Credito Fundiário dá oportunidade e segurança para família Silva

Há alguns anos atrás o agricultor familiar, José Aguiar Silva, deixou o Paraná com a família rumo a Rondônia. Na bagagem levava o sonho de comprar um pedacinho de terra e dela viver com dignidade. Chegando, foi trabalhar com gado de leite na terra de outras pessoas, mas sem perder de vista desejo de ter seu próprio rebanho.

Com o passar do tempo, o filho, Alessandro Aguiar Silva, passou a ajuda-lo na lida, e ele, assim como o pai, tinha a expectativa de um dia conseguir ter sua terra.

Sem muita perspectiva de comprar um imóvel rural, pai e filho decidiram se unir a outros trabalhadores rurais sem terra, aguardando a desapropriação, pelo Incra, de uma área improdutiva. Ali no acampamento cuidavam das poucas vacas que tinham, plantavam mandioca e hortaliças para subsistência e, enquanto a situação não se definia, continuavam trabalhando.

“Queríamos ter algo nosso, nunca desistimos disso. Foi quando em uma visita ao Sindicato de Trabalhadores Rurais de Rolim de Moura descobrimos, eu e o pai, que poderíamos comprar terra pelo Crédito Fundiário, e assim fizemos” conta entusiasmado Alessandro Aguiar Silva.

Em 2015, José e Alessandro criaram a Associação São José e juntos compraram, pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), cerca de 13 hectares no município de Rolim de Moura (RO), dando inicio ao tão sonhado projeto familiar.

Sustentabilidade

Os R$ 40 mil que receberam de recursos, não reembolsáveis, oriundos do Subprojeto de Investimento Comunitário (SIC), foram usados na montagem dos piquetes para o gado, na instalação do sistema de irrigação e dos tanques de peixe e na aquisição de uma subestação de energia.

Com o recurso do Ponaf A eles adquiriram 14 vacas e dois reprodutores, o que permitiu a ampliação do rebanho, que conta agora com mais 12 novilhos.

A associação produz, hoje, de 100 a 200 litros de leite/dia, que é distribuído na região. A sobra vira queijo, comercializado nas padarias da cidade. “Queremos crescer mais. Nosso projeto futuro é montar uma agroindústria para beneficiar o leite e seus derivados, conta Alessandro.

Além do gado e do peixe, pai e filho criam galinha e plantam mandioca e hortaliças, para consumo próprio.

De acordo com Alessandro, a renda e a qualidade de vida triplicaram nesses últimos três anos. “Nossa vida antes era muito mais difícil. Tínhamos menos renda e nenhuma segurança. Isso mudou muito. Agora temos terra, e terra boa”.

“O Credito Fundiário permitiu que realizássemos nossos sonhos. Com ele quem quer trabalhar consegue transformar a vida para melhor. Não se perde com ele, só se ganha. É o melhor programa que tem no Governo Federal, pois dá oportunidade ao agricultor de ter sua terra e viver dela. Serei eternamente grato”, diz sr. José orgulhoso.

Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário 
Assessoria de Comunicação

Soraya Brandão

Fonte : MDA

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