Crédito rural atinge R$ 100 bilhões

 

Financiamento de custeio a juros controlados e livres cresceu 22,4% na safra 2015/2016

O financiamento a médios e grandes produtores rurais nos nove meses da safra 2015/2016 – julho de 2015 a março deste ano – somou R$ 100 bilhões, aumento de 4% em relação ao período anterior, informou na sexta-feira, 29, o Ministério da Agricultura. O volume, referente a créditos de custeio, comercialização e investimento, representa 53% dos recursos programados para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2015/2016, de R$ 187,7 bilhões.

Segundo o ministério, nos nove primeiros meses da safra atual, as operações de custeio e comercialização na agricultura empresarial totalizaram R$ 82 bilhões, sendo R$ 69,5 bilhões a juros controlados (entre 8,75% e 7,75%). Os financiamentos com juros livres saltaram de R$ 6,7 bilhões a R$ 12,4 bilhões. "Deste total, R$ 6,6 bilhões são provenientes da emissão de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)", diz o Ministério em nota. O financiamento a juros controlados nas operações de custeio e comercialização totalizou R$ 69,5 bilhões, ou 72% dos R$ 96,5 bilhões programados.
De R$ 64,1 bilhões em crédito de custeio, 80,6% foram contratados por grandes produtores e 19,4% por produtores beneficiários do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural).
Levando em conta o financiamento a juros controlados e a juros livres o financiamento de custeio cresceu 22,4% no período, liderado pelos bancos públicos, que ampliaram suas aplicações em 42%, enquanto os bancos privados tiveram redução de 7%. As operações a juros livres somaram R$ 6,7 bilhões, enquanto as de juros controlados chegaram a R$ 57,4 bilhões (90% do total), diz a nota. Os bancos públicos aumentaram em 42% os financiamentos de custeio destinados aos beneficiários do Pronamp, enquanto os bancos privados tiveram alta de 29%.

A procura pela linha de investimento, no acumulado do período, somou R$ 18 bilhões, contra R$ 27 bilhões da temporada passada. De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a redução dos investimentos já era prevista. "Com as incertezas no atual cenário econômico, os produtores estão mais prudentes na hora de tomar empréstimos. Os agricultores só estão pegando dinheiro para investimentos quando a falta de infraestrutura na propriedade e a necessidade de renovação de máquinas agrícolas, por exemplo, interferem nos ganhos de produtividade."

 ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte: Portal DBO