Crédito para agricultura familiar cresce 16%

O governo vai oferecer R$ 21 bilhões em crédito para financiar os agricultores familiares na safra 2013/14, confirmou ontem o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença da presidente Dilma Rousseff. O montante é 16,6% superior aos R$ 18 bilhões disponibilizados na safra atual. "Mesmo se faltar crédito, a presidenta Dilma Rousseff já disse que vai disponibilizar mais crédito, caso todo o valor seja contratado", disse Vargas.

As linhas de crédito para os produtores terão suas taxas de juros reduzidas. Nas operações de custeio, oscilarão entre 1,5% e 3,5% ao ano, 0,5 ponto percentual abaixo do teto praticado na safra atual. Para investimentos, as taxas não se alteram, variando entre 0,5% e 2% ao ano.

O novo Plano Safra prevê ainda R$ 400 milhões para o seguro agrícola. O valor é idêntico ao que foi autorizado no ano passado, mas inferior ao empenhado, que alcançou cerca de R$ 900 milhões devido aos problemas climáticos no Sul e Nordeste.

No novo plano para a agricultura familiar, os limites de contratação de crédito por produtor foram elevados. No Pronaf custeio, saiu de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Para o investimento, o limite passou para R$ 150 mil. No caso de atividades que necessitam de mais recurso como a avicultura e suinocultura, os limites passam a ser de R$ 300 mil. Já o Pronaf Agroindústrias passou de R$ 30 milhões para R$ 35 milhões.

O governo também reservou R$ 1 bilhão para a compra de alimentos produzidos pela agricultura familiar. Segundo o ministro, o segmento da agricultura familiar é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do país e emprega 74% da mão de obra no campo.

Durante o lançamento do plano, a presidente Dilma anunciou o projeto que cria a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Segundo ela, o objetivo é difundir a pesquisa agropecuária e aumentar a produtividade do Brasil. Segundo Pepe Vargas, será feito um contrato de gestão com o Poder Executivo, que definirá as prioridades e o treinamento de técnicos agrícolas com foco na gestão com metas.

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Fonte: Valor | Por Tarso Veloso e Bruno Peres | De Brasília

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