Cota de importação de trigo isenta de tarifa não preocupa produtores e indústria do RS

Ministério da Agricultura anunciou a liberação de cota anual de 750 mil toneladas com alíquota zerada

Diogo Zanatta / Especial
Com demanda superior à produção, Brasil precisar buscar o cereal em outros países e tem na Argentina o principal fornecedorDiogo Zanatta / Especial

A autorização para importação do Brasil de cota anual de 750 mil toneladas de trigo com tarifa zero, anunciada na quarta-feira (6) pelo Ministério da Agricultura, não causa preocupação a produtores e indústrias do Estado. O Rio Grande do Sul está em plena safra do cereal. As lavouras vinham com bom desenvolvimento, mas a chuva poderá afetar qualidade e rendimento.

Presidente da Comissão de Trigo da Federação da Agricultura do RS, Hamilton Jardim, lembra que o país não é autossuficiente, o que leva à necessidade de importação. A Argentina é hoje o principal fornecedor — países do Mercosul têm alíquota zero.

— Para o produtor do Sul, não influencia quase nada. O frete deixará esse trigo da cota mais caro do que o argentino. Deve ir para Norte e Nordeste — completa Diniz  Furlan, presidente do Sindicato da Indústria de Trigo do RS.

Fonte: Zero Hora

GISELE LOEBLEIN