Cooxupé já recebeu quase todo o café esperado para a safra

Com a colheita de café da safra 2018/19 se aproximando do fim em sua região de atuação, a Cooxupé – Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (MG) – recebeu até o dia 4 de setembro um volume de 5,180 milhões de sacas. "Vamos cumprir a meta de receber 5,5 milhões de sacas de café", disse Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da cooperativa.

Segundo ele, a Cooxupé recebeu, até a data, 4,1 milhões de sacas de café arábica de cooperados e o restante foi entregue por terceiros. Pela previsão da cooperativa, as entregas dos associados devem somar 4,444 milhões de sacas enquanto terceiros devem entregar 1,1 milhão de sacas. Costa afirmou não saber se a meta será superada, mas admitiu que isso poderia ocorrer. Na safra 2017/18, que teve bienalidade negativa e foi afetada por problemas climáticos, a Cooxupé recebeu 4,6 milhões de sacas de café arábica, sendo 3,6 milhões de sacas de cooperados e 1 milhão de terceiros.

Segundo o dirigente, se todos os associados da Cooxupé entregassem a produção de café para a cooperativa seriam mais de 7 milhões de sacas recebidas, só de cooperados, nesta safra 2018/19. No entanto, os produtores associados não são obrigados a entregar o café à Cooxupé para comercialização.

Costa disse não saber se a meta da Cooxupé de exportar 4,1 milhões de sacas de café neste ano será alcançada. Segundo ele, a paralisação dos caminhoneiros no fim de maio atrapalhou o fluxo dos negócios e mudanças no programa da Receita Federal prejudicaram as exportações. Além disso, o aumento da produção de café em outros países elevou a concorrência para o produto brasileiro no exterior, observou. "Há uma concorrência maior na exportação e os preços estão baixos". No ano passado, a Cooxupé vendeu ao exterior 4,04 milhões de sacas de café arábica.

Até o último dia 7 de setembro, a colheita de café pelos cooperados da Cooxupé havia alcançado 95,64% da produção esperada, de acordo com acompanhamento semanal da cooperativa. Em relação a igual momento da safra 2017/18, a colheita continuava atrasada, embora em menor intensidade que inicialmente, uma vez que períodos mais secos permitiram acelerar os trabalhos. Na mesma época do ciclo passado, a colheita estava em 98,28%.

O dirigente voltou a destacar a qualidade do café arábica da safra 2018/19, reflexo das boas condições de desenvolvimento, com maturação uniforme, e do clima favorável na colheita.

A melhora na qualidade permitiu que a cooperativa também elevasse sua oferta de cafés especiais este ano. Segundo Costa, na safra atual a oferta de cafés com classificação acima de 83 pontos (conforme os critérios da Associação Brasileira de Cafés Especiais) pela Cooxupé somou cerca de 45 mil sacas. Em 2017/18, apenas 24 mil sacas foram classificadas como especiais.

O percentual de cafés recebidos pela Cooxupé com peneiras 17 e 18, os mais demandados na exportação, também cresceu nesta safra, segundo Costa. Foram 24% ante 19% na safra 2017/18. A Cooxupé atua no sul de Minas, na Mogiana Paulista e no Cerrado Mineiro.

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

Fonte : Valor