COOPERATIVAS GANHAM ESPAÇO

Marcas crescem enquanto indústria tem problemas

Enquanto as indústrias de leite envolvidas em denúncias de fraude ou problemas de qualidade, aos poucos, perdem mercado, as cooperativas ganham espaço nas prateleiras e na preferência do consumidor. Embora não revelem números, o crescimento do volume de leite UHT e derivados comercializados pelas marcas de cooperativas se acentuou nos últimos 12 meses, desde que as adulterações vieram à tona por meio da Operação Leite Compen$ado, do Ministério Público (MP).

Com investimentos em inovação, a cooperativa Piá, de Nova Petrópolis, projeta ampliar a produção de derivados, que atualmente corresponde a 40% do volume total de leite recebido – 500 mil litros/dia. A quantidade de produtos nas prateleiras do supermercado, contudo, não cresce de acordo com a demanda, afirma o diretor-presidente Gilberto Kny, já que está limitado ao volume da matéria-prima produzida pelos cooperados. Os derivados são comercializados também em Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Já a Santa Clara, que desde 1991 paga ao produtor pela qualidade do leite, preferiu não se pronunciar sobre o tema. A Ocergs não se manifestou e nem forneceu informações a respeito do crescimento das cooperativas de leite. O presidente do Sindilat, Wilson Zanatta, discorda. ‘Marcas sérias têm de cooperativas e de empresas que não são cooperativas’, diz, citando como exemplo Nestlé, BRF e LBR, que inovaram na coleta pelo sistema de roteirização do transporte, método que contribui para que o produtor não mantenha vínculo com o transportador. ‘Isso, sim, é inovador’, acrescenta.

Fonte: Correio do Povo

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