CONVERSA DE GENTE GRANDE – Produtor de milho tem venda garantida em todas as safras; saiba como

Confira esta e outras histórias na estreia da nova temporada de programas do Projeto Mais Milho

Nova temporada do Projeto Mais MilhoCanal Rural

O programa de estreia do Mais Milho mostra a região dos Campos Gerais, no  Paraná. Uma escolha que antecipa o que está por vir nesta terceira temporada, marcada pela combinação de um novo formato com o conteúdo específico de cada região.

“Os Campos Gerais, no Paraná, tem alta produtividade, tecnologia, agregação de valor por meio de um cooperativismo forte e, acima de tudo, uma diversidade muito grande, local ideal para o ponto de partida do projeto”, afirma Glauber Silveira, vice-presidente da Abramilho, que nesta edição conduz todas as entrevistas dos programas.

A gravação, realizada em Castro, foi com representantes de entidades e produtores que são uma referência no cultivo do milho. Willen Bouwman, diretor da cooperativa Castrolanda; Gustavo Ribas Neto, presidente do Núcleo dos Sindicatos Rurais dos Campos Gerais e Eduardo Medeiros, presidente do Sindicato Rural de Castro. Um bate-papo aberto e franco sobre produtividade, custos, logística, diversidade e os desafios da produção para os próximos anos.

Diversidade é uma característica que representa muito bem os Campos Gerais. Além da produção de milho tradicional, o mercado explorado por produtores tecnificados abre um leque lucrativo e inusitado. É daquela região uma das maiores produções de milho para consumo humano. O grão é industrializado e vira salgadinho. A indústria também absorve das lavouras locais a variedade de milho utilizada para produção de amido e cola.

“Toda minha produção de milho vai para a cola. É um produto que você tem um comércio garantido, a venda acontece já durante o plantio. A gente precisa estar sempre ampliando para garantir cada vez mais mercado”, ensina Gustavo Ribas Neto, presidente do Núcleo dos Sindicatos Rurais dos Campos Gerais.

“Você tem aves, suínos, leite, milho para consumo humano, para cola, amido, milho para silagem, a região é privilegiada”, complementa Eduardo Medeiros, presidente do Sindicato Rural.

Como baixar custos?

Numa região tão rica, o desafio é baixar os custos com a produção. A média de produtividade na primeira safra de milho é de 200 sacas por hectare. “Pra você ter uma ideia, se o preço girar em torno de R$ 34, a produtividade não é remuneradora, não compete com a soja, não cobre o custo total, acaba desestimulando”, diz Medeiros.

O resultado foi a diminuição da área plantada de milho. “Montamos na cooperativa toda estrutura de recepção e secagem, uma estrutura pronta que não está sendo utilizada na potência máxima porque o custo ficou inviável”, lamenta o diretor da Castrolanda, Willen Bouwman.

Janela de plantio

Os convidados deste sábado apontaram a mesma solução para os desafios dos Campos Gerais: ajustar a janela de plantio. E isso não ocorre sem uma mudança de cultura. “É necessário desenvolver um milho adaptado à safrinha numa região fria. Precisa de pesquisa com novas variedades. Infelizmente ainda não vejo isso processo acontecendo”, finaliza Gustavo. 

O programa deste sábado foi gravado na fazenda Capão Alto, uma construção histórica, patrimônio cultural do estado. Um prédio muito bem preservado, assim como o meio ambiente a sua volta. Não à toa que Campos Gerais é uma referência em sustentabilidade não só no Paraná, mas serve também de exemplo para todas regiões produtoras do Brasil.

Por João Henrique Bosco

Fonte : Canal Rural

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.