CONTRASTE – Áreas do RS terão 10 dias de tempo seco e Brasil central, até 100 mm de chuva

Municípios do sul e oeste gaúchos já estão há 20 dias sem receber bons volumes; enquanto isso, outras regiões vão enfrentar altos acumulados nesta primeira quinzena de dezembro

A chuva forte continua sobre o centro do país. Em sete dias, os acumulados podem chegar a 100 milímetros no norte do Paraná, áreas do sul e norte de Mato Grosso do Sul, sudoeste de Goiás, norte de São Paulo, Triângulo Mineiro, Cerrado e Zona da Mata de Minas Gerais e sul do Espírito Santo. Apesar do elevado acumulado, boa parte da precipitação acontecerá na forma de pancadas durante as tardes.

Já no oeste e sul do Rio Grande do Sul, o tempo vai permanecer seco por pelo menos dez dias. Com isso, áreas produtoras do sul do estado podem totalizar 30 dias sem chuva significativas. Tal condição aumenta o risco de perdas, embora a umidade do solo ainda esteja elevada neste momento. No Matopiba, os maiores acumulados são previstos para o Tocantins e Bahia variando entre 20 e 40 milímetros. Já no Maranhão e Piauí, a chuva será bem mais irregular e não permite aceleração da instalação.

Dezembro começou com geadas nas áreas mais elevadas de Santa Catarina, mas o fenômeno não atingiu nenhuma área produtora. Na próxima sexta-feira, 6, outra onda de frio vai provocar declínio acentuado da temperatura na região Sul. A geada acontecerá nos pontos mais elevados, mas sem potencial para perdas agrícolas. Apesar das noites e madrugadas frias, esperam-se baixa umidade relativa do ar e tardes quentes, especialmente no oeste gaúcho pelos próximos dez dias.

Os acumulados da última semana

Nos últimos sete dias, a chuva acima da média aconteceu mais abrangente sobre São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Em Rio Verde (GO), o acumulado alcançou 165 milímetros; em Guarda-Mor (MG), choveu 170 mm; e em Posse (GO) foram 175 milímetros. A umidade do solo está saturada do leste e sudeste de Goiás até boa parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo – áreas que vão continuar recebendo chuva.

Por outro lado, há pelo menos 20 dias não chove de forma intensa sobre o sul do Rio Grande do Sul, entre o centro do Paraná e o sudeste de Mato Grosso do Sul, desde o Pantanal de Mato Grosso do Sul até o norte de Mato Grosso e áreas do norte da Bahia, leste e sul do Maranhão e boa parte do Piauí.

Em muitas áreas do Maranhão e do Piauí, a chuva ainda não começou, o que já implica um atraso de 45 dias. Mesmo nas áreas em que choveu nas últimas semanas, o déficit hídrico ainda é muito elevado. Em Bom Jesus do Piauí, por exemplo, apesar de a chuva de pouco mais de 50 milímetros nos últimos dez dias de novembro, o déficit hídrico ainda é de 175 milímetros.

Por Pryscilla Paiva, de São Paulo

Fonte : Canal Rural

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