Contexto – Por Assis Moreira

Enquanto o Brasil colhe a sua segunda maior safra de grãos, aumenta a fome no mundo. A insegurança alimentar crônica atingiu 821 milhões de pessoas em 2017, o que representa uma pessoa entre nove no mundo num retrocesso a níveis de quase dez anos atrás. A estimativa consta de relatório anual da Agência para Agricultura e Alimentação (FAO); do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Ifad); do Programa Alimentar Mundial (PAM); da Agência da ONU para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Conflitos, desacelerações nas economias e exposição a situações climáticas mais complexas são as principais razões para o avanço da fome no mundo e de graves crises alimentares. Conforme o relatório, a subalimentação e a insegurança alimentar grave cresceram na Africa e na América do Sul, e ficaram estáveis em outras regiões. Na América Latina, o número de pessoas subnutridas aumentou na Venezuela, onde a prevalência de subalimentados passou de 10,5% da população em 2004-2006 para 11,7% entre 2015-2017. No Brasil, o número de subalimentados diminuiu, mas cresceu o número de obesos.

Fonte : Valor