Contag ameaça subir o tom do Grito

Após 15 anos de manifestações pacíficas, o Grito da Terra 2012 deve ganhar um tom mais radical hoje, quando são esperados milhares de agricultores em Brasília. A última vez que isso aconteceu foi em 1997, quando ministérios foram ocupados. Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, a morosidade com que o governo federal tem tratado as demandas é o motivador de um ato mais forte nesta quarta-feira. "Não confirmo nem descarto u ocupação. Houve avanços nestes últimos anos. Mas precisamos de mais atenção às demandas. Esta tudo muito devagar. Se os agricultores quiserem, vamos apertar a pressão", advertiu Broch.
Ontem, houve peregrinação pelos ministérios em reuniões em que a Contag reforçou junto aos ministros as 138 demandas do setor. Os produtores irão madrugar. A partir das 5h, devem tomar café da manhã em frente a Esplanada dos Ministérios. Há uma programação oficial prevista de manifestações no Congresso e em frente aos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura.
A expectativa é de que a presidente Dilma Rousseff responda às principais reivindicações hoje à tarde, quando deverá receber representantes da confederação. A Fetag também está em Brasília e tenta conseguir da Fazenda o bônus adimplência de 50% nas parcelas da linha de crédito de R$10 mil, destinada a agricultores atingidos pela seca. O financiamento depende de aval do Conselho Monetário Nacional.
ALGUNS PLEITOS
Criação de um fundo de apoio à implementação de programas que promovam a transição e o fortalecimento das práticas agroecológicas, destinando inicialmente R$ 500 milhões;
Assistência técnica: garantir atendimento a menos 2 milhões de famílias de produtores rurais no próximo período;
Programa de Garantia de Preços Mínimos: destinar R$ 1 bilhão para o programa, no ano-safra que começa em julho;
Recursos: disponibilizar R$ 29,6 bilhões para toda a política agrícola do próximo ciclo.

Fonte: Correio do Povo : Contag

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