Consumo interno resiste, mas itens mais caros perdem força

Consumo de frutas frescas, que alcançou cerca de 18 milhões de toneladas em 2014, deverá se manter estável em 2015
Se a queda das importações de frutas deverá dar o tom até o fim do ano, o mesmo não se pode dizer do consumo doméstico total, ainda que em meio a uma substituição de itens mais caros – daí a redução das compras no exterior – por outros mais baratos.

A perspectiva do Ibraf para 2015 é que as vendas domésticas tenham um crescimento modesto em relação ao ano passado, pouco superior a 1%. O consumo de frutas frescas foi de cerca de 18 milhões de toneladas no país em 2014.

Moacyr Saraiva, presidente do Ibraf, avalia que, se o PIB brasileiro não cair mais que 3% este ano, o consumo de frutas deverá resistir. Mas ele considera que, se "o consumo de frutas frescas estava crescendo de 2,5% ao ano, a previsão para este é muito mais sombria".

Conforme João Antonio Benassi, do Grupo Benassi, o consumo de frutas nacionais neste ano também está sendo limitado pelos preços mais altos. Ele estima que o volume de frutas comercializadas pelo Grupo Benassi deverá recuar cerca de 10% em 2015.

Esse encarecimento, observa Benassi, é um reflexo principalmente dos impactos do déficit hídrico na produtividade das plantações das regiões Sul e Sudeste. Mas o próprio aumento das exportações, aquecidas pelo câmbio, também reverberam no mercado doméstico.

Por Camila Souza Ramos | De São Paulo
Fonte : Valor

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