Consumidor poderá verificar origem de frutas com o telefone

Ministério da Agricultura e Associação Brasileira de Supermercados utilizam tecnologia que permite ao consumir rastrear origem dos produtos

Andrea Parise | Brasília (DF)

Rafaela Martins

Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

Rastreabilidade é importante para o consumidor chegar à origem do alimento e garantir sua qualidade

Já é possível saber a procedência dos hortifrutis nos supermercados brasileiros utilizando o telefone celular. Muitos produtores estão disponibilizando, nos rótulos dos alimentos, os códigos QRCODE para leitura através das câmeras de smartphones que, posteriormente, são convertidos em textos ou endereços na internet.

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Alguns supermercados já possuem totens próximos às gôndolas, nas quais o consumidor pode acessar as informações sobre determinado produto. A rastreabilidade é uma importante ferramenta para o consumidor chegar à origem do alimento e garantir sua qualidade, identificando o produtor e tendo acesso ao acompanhamento e registro de todas as fases operacionais do processo produtivo, desde a fonte da produção até a sua comercialização.

Com o intuito de instituir e difundir a rastreabilidade no mercado brasileiro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) assinaram Termo de Cooperação Técnica que implementa o Programa de Rastreamento e Monitoramento de Alimentos (Rama). A tecnologia foi desenvolvida há oito anos pela Abras e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

O programa, que tem por objetivo disseminar e fortalecer as Boas Práticas Agrícolas e a Produção Integrada Agropecuária nas cadeias produtivas de alimentos, prevê a implementação de atividades conjuntas que visam ao rastreamento e ao monitoramento do uso de agrotóxicos entre produtores rurais, distribuidores de frutas e hortaliças, fabricantes de agrotóxicos e seus distribuidores.

Segundo a Abras, supermercados brasileiros estão começando a adotar a tecnologia para aperfeiçoar o sistema de rastreabilidade em alimentos. Atualmente, o programa está sendo executado, em estágio avançado, pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats) em Santa Catarina e também pela Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn).

Nestes dois Estados, já somam mais de 20 redes de supermercados participantes e mais de 230 fornecedores integrados ao sistema de rastreabilidade e o monitoramento dos resíduos de agrotóxicos. Em outros Estados, como Pará e Maranhão, também estão sendo iniciadas as tratativas para a implementação. O sistema também chegou ao Distrito Federal, onde o agricultor que quiser participar pode procurar a Abras da região.

– É muito benéfico colocar todo produtor em sala de aula para fazer o treinamento, a capacitação e orientar as boas práticas, o que é o programa e os benefícios que o consumidor vai ter. O Ministério da Agricultura tem essa força e vai trazer esse conceito todo – diz Marcelo Marinho, superintendente da Abras em Brasília.

Para incentivar os produtores, uma campanha nacional deve acontecer nos próximos meses.

– A gente vai entender como é a empresa dele, como é sua estrutura, passar qual é o padrão que estipulamos e ver se ele está dentro desse padrão ou precisa de tempo para adaptação – explica Marinho.

Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Caio Rocha, quem mais se beneficia das informações obtidas com a adoção da rastreabilidade nos sistemas produtivos agrícolas é o consumidor.

– As pessoas passam a ter informações importantes sobre a origem e o processo de produção do alimento, levando para a casa a garantia de um alimento saudável, com conhecimento de sua origem e todos os processos de produção – diz Rocha.

Também são beneficiados os órgãos públicos de fiscalização agrícola, que podem identificar fontes de resíduos e contaminantes em alimentos, bem como os próprios agricultores.

– Os próprios produtores rurais são beneficiados, uma vez que os mercados compradores exigem cada vez mais um sistema de garantia de origem. O nosso papel agora é capacitar os produtores, entregar a metodologia para a área técnica supermercado e ter um processo de melhor garantia ao consumidor – reforça o secretário.

O Rama tem como diretriz fundamental o Código de Defesa do Consumidor, que em 1990 garantiu ao consumidor brasileiro o direito à informação sobre a procedência e mais segurança em relação ao alimento consumido, permitindo também a expansão de ferramentas que demonstrem a origem e o processo de produção dos alimentos comercializados.

CANAL RURAL COM INFORMAÇÕES DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

Fonte: Ruralbr

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