Consenso difícil

Pecuaristas reagiram à notícia de ontem, em ZH, de que a carne bovina pode ficar mais cara por falta de bois para o abate, que torna a matéria-prima cara para a indústria. Ronei Lauxen, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado (Sicadergs), disse que o Rio Grande do Sul está com o boi mais caro do Brasil. O pecuarista Nestor Jardim considera o aumento como reposição do preço, dos custos desembolsados previamente, e não como indicador de ganho real ao pecuarista. Por sua vez, Tarso Lang, de Itacurubi, não entende como pode estar faltando bois se ele não consegue vender os que tem, e os frigoríficos ainda lhe dizem que estão com alta oferta de animais. Ou querem pagar uma miséria pelo boi, com 30 dias de prazo, ou nem carregam, reage. Os desentendimentos dentro da cadeia produtiva da carne já resultaram até em uma CPI na Assembleia Legislativa. Mas, pelo jeito, o consenso está distante.

Fonte: Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

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