CONFIRMADOS NOVOS FOCOS DE RAIVA BOVINA

Pelo menos 82 animais morreram em Venâncio Aires e Vale Verde

Em apenas 15 dias, foram confirmados focos de raiva bovina em oito propriedades em Venâncio Aires e Vale Verde, onde pelo menos 82 animais morreram por causa da doença, transmitida pelo morcego hematófago. São os primeiros casos do ano. O número deve crescer, já que os sintomas levam pelo menos 60 dias para se manifestar. Em Rio Pardo, 20 bovinos e equinos apresentaram sintomas em cinco propriedades.

O exame laboratorial da primeira propriedade deu negativo. O resultado do segundo teste sai até amanhã. De acordo com o veterinário do Núcleo de Combate à Raiva da Secretaria da Agricultura (Seapa), Udo Erhardt, os casos estão pipocando porque os produtores não estão vacinando. Ele enfatiza que igualmente importante é que o produtor localize preventivamente os refúgios e comunique às inspetorias veterinárias. A maioria dos focos (6) está em Vale Verde, onde os criadores não associaram os sintomas à raiva e só comunicaram os casos agora apesar de os 80 animais terem começado a morrer há 30 dias, relata Erhardt.

Para orientar produtores sobre como proceder com a vacinação dos animais e esclarecer quais pessoas correm o risco de contrair a doença ocorre hoje uma reunião em Venâncio Aires. ‘A situação esta sob controle e não há motivo para alarde da população’, assegura o supervisor regional do Departamento de Defesa Agropecuária (DDA) da Seapa, Marcelo Fortes.

O coordenador da Vigilância Sanitária de Venâncio Aires, Christian Hintz, orienta a população: ‘Só há necessidade de procurar os postos, para uma possível vacinação, pessoas que tiveram contato com ferimentos ou saliva de animais contaminados, como bovinos, equinos e suínos’. Conforme Hintz, donos de animais com suspeita de raiva devem usar equipamentos de proteção, como luvas e óculos, além de manter o animal isolado.

A principal preocupação da Secretaria Municipal da Saúde, neste momento, é manter a população bem informada e evitar qualquer tipo de pânico, explica o secretário Celso Artus.

Fonte: Correio do Povo

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