Conferência Rio+20 terá uma agenda agro

A Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, marcada para junho de 2012, pode colocar o agronegócio brasileiro como modelo global

por Viviane Taguchi

.Editora Globo

Sha Zukang, secretário-geral da Rio+20, aponta o Brasil como exemplo

Em reunião preparatória para a Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, no final de novembro, no Rio de Janeiro, quando foi apresentada a Conexão Agenda G15, progressos e desafios para a Rio+20 e lançado o site em português, o secretário-geral do evento, Sha Zukang, disse que o Brasil tem mostrado ao mundo como colocar em prática o desenvolvimento sustentável. Zukang, subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, disse que a Rio+20 – evento que será realizado em junho de 2012 com 193 chefes de estado – é a “chance de a humanidade se comprometer com a transição para uma economia verde”. O Brasil foi escolhido para sediar o evento porque nos últimos 20 anos registrou um crescimento econômico histórico, com avanços na erradicação da pobreza, conservação ambiental e expansão na agricultura. Em 1992, o país sediou conferência semelhante, a Rio 92.
Cláudia de Borba Maciel, conselheira do Ministério das Relações Exteriores, disse que a Rio+20 será diferente das Cops e da Rio 92. “Os setores de meio ambiente estão engajados com os setores econômicos e sociais”, explica. “O mundo entendeu que meio ambiente e desenvolvimento social e econômico têm de caminhar juntos. O Brasil, por meio do agronegócio, dá um show”, afirma. “Estamos no centro de um modelo de desenvolvimento exemplar.” Ela diz que as áreas de energias limpas e legislação ambiental e a mudança de perfil dos produtores rurais brasileiros serão temas postos como modelos para as demais nações.
Um documento oficial, elaborado pelos ministérios do Meio Ambiente, Fazenda, Desenvolvimento Social e Agricultura, foi entregue à ONU com reivindicações. Carlo Lovatelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal (Abiove), crê que temas como tecnologia, agricultura de baixo carbono e orgânica devam ser citados. “O Programa ABC será destaque. É fundamental incentivar os produtores a práticas sustentáveis”, diz. Lovatelli conta que, nos últimos 20 anos, o agronegócio brasileiro mudou e que hoje o setor está muito comprometido com a preservação ambiental. “Mudanças climáticas, biodiversidade e sustentabilidade têm relação direta com a agricultura.”
A Rio+20 terá dois temas centrais: economia verde inclusiva para a erradicação da pobreza e o desenvolvimento sustentável e estrutura institucional para o desenvolvimento. “O agro vai pautar várias discussões. Esses temas abrem espaço para falarmos de barreiras comerciais, energias limpas e mecanismos de governança que integrem preservação, economia e desenvolvimento social”, diz ele.

Fonte: Globo Rural

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