Condições de lavouras americanas ficam estáveis, aponta USDA

Analista lembra que plantio atrasou e safra pode não ser grande quanto esperado

por Raphael Salomão

Editora Globo

As boas condições climáticas podem não refletir em uma safra tão grande quanto o esperado nos EUA, analia Steve Cacchia, da Cerealpar (Foto: Editora Globo)

As condições das lavouras americanas de milho e soja se mantiveram praticamente estáveis na semana passada. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (12/8) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A única mudança ocorreu na soja. As áreas consideradas boas tiveram uma diminuição de 51% para 50% enquanto as excelentes aumentaram de 13% para 14%. Como os dois números geralmente são contabilizados em conjunto, não significou alteração no quadro geral. O demais indicadores foram mantidos. As lavouras consideradas muito ruins representam 2% do total; as ruins 7% e as regulares 27%.
“Como o clima tem sido bom, esses números já eram esperados”, explica o consultor de mercado Steve Cacchia, da Cerealpar. “A discussão agora é como essas boas condições vão refletir na safra americana”.
Também nesta segunda-feira, o USDA reduziu em quase cinco milhões de toneladas a projeção para a safra 2013/2014 de soja do país. No relatório mensal de oferta e demanda, o volume esperado passou para 88,6 milhões de toneladas. O relatório de julho estimava 93 milhões.
“A condição boa pode não refletir em uma produção tão grande”, pondera o analista.
Em Chicago, os contratos futuros para a oleaginosa refletiram esses dados, na avaliação de Cacchia. O vencimento agosto fechou a US$ 13,73 por bushel, alta de 33 cents. O vencimento de novembro, que é mais negociado na bolsa americana, subiu 43 cents e encerrou o dia cotado US$ 12,25.

Milho

Com relação às lavouras de milho, o USDA manteve os porcentuais da semana passada. As áreas muito ruins representam 3% do total; as ruins 8% e as regulares 25%. As consideradas boas são 46% e as excelentes 18%.
“Tem que ver o que foi plantado a tempo e o que foi plantado fora da época. O desenvolvimento da safra americana está atrasado. Houve atraso no plantio”, diz Cacchia.

Em Chicago, o milho também fechou com valorização nesta segunda-feira. O vencimento setembro teve alta de 6,25 cents e terminou cotado a US$ 4,72 por bushel. O contrato de dezembro teve alta de 10,75 cents e fechou a US$ 4,64.

Fonte: Globo Rural

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