Concentração de CO2 na atmosfera rompe a barreira de 400 ppm

A agência norte-americana para a atmosfera e oceanos (na sigla em inglês, Noaa) informa que o nível de dióxido de carbono na atmosfera supera, pela primeira vez, 400 partes por milhão (ppm) no Ártico. "Estamos em um jogo perigoso", alerta o pesquisador da Noaa Pieter Tans.

A estação de monitoramento de Ofunato também já registrou níveis superiores a 400 ppm, segundo a agência meteorológica japonesa. Com uma concentração de CO2 acima de 400 ppm a indicação é a de que o aquecimento global deve superar os 2 graus, com graves ocorrências para o planeta.

Os níveis globais de CO2 em 2011 ficaram em 390,4 ppm e devem chegar a 400 ppm em 2016. Pré-revolução industrial, por volta de 1880, eram de 280 ppm. A perspectiva é a de que neste ano a média global seja um pouco inferior a 440 ppm.

O fato de a concentração já estar chegando a 400 ppm indica aquecimento global mais intenso, portanto a possibilidade de avanço superior a 2 graus na temperatura do planeta, elevação já considerada muito perigosa por cientistas. Esse aumento deve levar a um ciclo com riscos maiores para os habitantes do planeta.

Hoje, existem vários "bolsões" de retenção de gases estufa, como os oceanos e as grandes geleiras. O aumento da temperatura levará à destruição dos corais, das geleiras e, portanto, provocará a liberação de gases estufa, que vão potencializar o aquecimento do planeta e o aumento da concentração de gases estufa na atmosfera.

"Aumentar a concentração de gases estufa na atmosfera é como subir a potência de um cobertor elétrico. Você sabe que vai aquecer, mas não sabe quão rapidamente a temperatura vai subir", diz o diretor da Divisão de Monitoramento Global do Noaa, Jim Butler.

Fonte: Terra