Conab prevê colheita brasileira de cana 5,4% maior em 2012/13

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem sua primeira previsão para a safra 2012/13 de cana-de-açúcar no Brasil e, nela, já mede parte do impacto da estiagem que afeta os canaviais desde janeiro, sobretudo do Centro-Sul do país, que representa 90% da produção nacional.

A previsão é de que sejam processadas no país 602,2 milhões de toneladas da matéria-prima em 2012/13, 5,4% mais do que os 571,4 milhões da temporada 2011/12, finalizada em 31 de março. O Centro-Sul deve responder por 532 milhões de toneladas desse volume total, o que, se confirmado, representará 6,1% de crescimento em relação ao ciclo recém-concluído.

O número da Conab deve sofrer alguma correção, segundo especialistas. Neste momento, alguns agentes do mercado já trabalham com uma moagem no Centro-Sul abaixo de 500 milhões de toneladas de cana. Nesta quinta-feira, a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) divulgará sua estimativa para o ciclo.

O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Gerardo Fontelles, disse que o aumento da oferta de cana está ligado ao crescimento da área plantada na safra, mesmo com o déficit de chuvas que comprometeu a produtividade. "A Conab avaliou várias regiões expressivas em produção, como Ribeirão Preto (SP), Bauru (SP) e São José do Rio Preto (SP), e a produtividade ficará abaixo da média histórica", diz Fontelles.

De acordo com o estudo da Conab, o rendimento médio das lavouras de cana será 2,9% maior do que no último ciclo. O governo prevê uma produção de açúcar no país 5,34% maior, de 38,5 milhões de toneladas. O etanol deve registrar aumento de 4,81%, chegando a 24 bilhões de litros. O etanol anidro usado na mistura com a gasolina deve registrar avanço de 7,44%. Já o etanol hidratado, usado nos carros-flex, deve crescer 3%.

De acordo com o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sílvio Porto, o país não terá dificuldades em produzir o etanol anidro necessário para realizar a mistura de 20% na gasolina.

Fonte: Valor |

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