Conab estima redução de 2,9% na safra do Rio Grande do Sul

Colheita brasileira 2014/2015 deverá atingir 200 milhões de toneladas de grãos

JOSEANI MESQUITA ANTUNES/DIVULGAÇÃO/JC

Maior diminuição na produção gaúcha será sentida no trigo, com uma quebra esperada de 21,4%

Maior diminuição na produção gaúcha será sentida no trigo, com uma quebra esperada de 21,4%

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu para 28,8 milhões de toneladas a projeção máxima para a safra 2014/15 no Rio Grande do Sul. A queda é de 2,9% na comparação com o período 2013/14, quando a produção total foi de 29,7 milhões de toneladas. O dado faz parte do segundo levantamento de intenção de plantio, divulgado ontem.
No primeiro levantamento, divulgado no mês passado, a expectativa era colher 29,4 milhões. De acordo com o superintendente regional da Conab no Rio Grande do Sul, Glauto Lisboa Melo Júnior, as culturas de verão devem se recuperar e compensar as possíveis perdas com aquelas plantadas no inverno. “Houve incremento nos números do milho e da soja se levarmos em conta o levantamento anterior, o que ameniza a virtual quebra do trigo”, ressalta.
Mesmo assim, os dados ainda mostram a soja, o milho e o trigo, três dos principais plantios do Estado, com resultados negativos, respectivamente, em até -7%, -13,5% e -21,4% ante a safra passada. A variação é explicada pela produtividade em baixa nos três casos: -11,4%, -10,8% e -28,4%. Por outro lado, a colheita do arroz pode se aproximar das 9 milhões de toneladas, crescimento de 10,9%. Segundo Melo Júnior, nos próximos levantamentos, quando os plantios da soja e do milho estiverem finalizados, a tendência é de melhoria nas projeções, pois a área está em expansão. “Ao que tudo indica, as condições climáticas serão favoráveis no verão, e a produção gaúcha vai atingir o patamar esperado, com resultados acima do último ciclo”, completa.
Em relação aos números nacionais, a Conab estima que a produção de grãos brasileira na safra 2014/15 deve alcançar de 194,4 milhões a 200 milhões de toneladas, o que corresponde a uma variação de menos 0,1% a mais 2,7%, em comparação ao período anterior (194,7 milhões de toneladas).
A cultura da soja continua apresentando crescimento na produção, mesmo com o quadro internacional de superoferta de grãos. A evolução da oleaginosa é de 3,7% a 6,5%, ou o equivalente a um aumento de 3,22 milhões a 5,62 milhões de toneladas. As mudanças de clima e os efeitos fitossanitários podem levar a alterações na produtividade ao longo da evolução das culturas nesta fase indefinida de plantio, informam os técnicos da Conab.

A área de plantio deve ficar entre 56,67 milhões a 58,16 milhões de hectares, com um intervalo de menos 0,5% a 2,1% a mais em relação à safra passada, que totalizou 56,96 milhões de hectares. Com relação à soja, pode haver um crescimento de 2,3 a 5,1% ou o que equivale a 705,1 e 1.525 mil hectares.

Produtores contratam R$ 42,5 bilhões entre julho e setembro

Com R$ 42,5 bilhões contratados entre julho e setembro deste ano, os empréstimos para a agricultura empresarial atingiram 27,2% dos R$ 156 bilhões previstos pelo Plano Agrícola e Pecuário 2014/2015. O resultado representa um crescimento de 16% em relação à igual período de 2013, quando foram aplicados R$ 36,5 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa).
Os empréstimos de custeio e comercialização correspondem a 28% dos R$ 112 bilhões programados, somando R$ 31,4 bilhões entre julho e setembro de 2014. As contratações  referentes aos financiamentos de investimento alcançaram R$ 11 bilhões, o que representa 25% dos R$ 44,1 bilhões previstos.
As contratações de custeio para o médio produtor, no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), subiram 33,9% em relação ao ciclo agrícola anterior, alcançando R$ 3,9 bilhões nesses três meses. Já para operações de investimento, o programa aplicou R$ 1,3 bilhão, ou seja, 63,4% a mais que igual período do ano passado. O Pronamp conta com R$ 16,105 bilhões para a safra.
As cooperativas também ampliaram a contratação de recursos no período, com R$ 237,3 milhões por meio do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), alta de 77,5% sobre a mesma temporada de 2013. Esses recursos somam-se aos R$ 340,2 milhões aplicados pelo Procap-Agro. Os recursos aos dois programas somam R$ 5,1 bilhões.
Entre os programas na modalidade investimentos, os financiamentos destinados ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK) somam R$ 3,6 bilhões para a aquisição de máquinas agrícolas dos R$ 5,5 bilhões programados.

Fonte: Jornal do Comércio

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